Pazuello não descarta utilizar vacina russa para Covid-19, mas diz que informações ainda ‘são rasas’

Ministro interino acredita que vacina desenvolvida pela Universidade de Oxford é a mais viável no momento

  • Por Jovem Pan
  • 13/08/2020 13h03 - Atualizado em 13/08/2020 13h04
Gabriela Biló/Estadão ConteúdoMinistro interino da Saúde, Eduardo Pazuello
O ministro interino da Saúde, Eduardo Pazuello, comentou durante comissão mista do Congresso Nacional sobre a utilização da vacina contra a Covid-19 anunciada pela Rússia no início da semana. Segundo ele, os dados ‘são incipientes’ e as posições estão ‘ainda muito rasas’, mas não descartou que o país venha a utilizar esse imunizante.”Está muito incipiente. As posições estão ainda muito rasas, nós não temos profundidade nas respostas. Nós não temos o acompanhamento dos números. Pode até haver tudo isso, mas ainda vai ter muita negociação, muito trabalho para que isso seja, de uma forma efetiva, digamos, avalizado pela Anvisa, para que nós possamos discutir a compra”, disse o ministro interino.
A participação de Pazuello na audiência pública do Congresso foi um pedido do senador Esperidião Amin (PP-SC). Nesta quarta-feira, 12, depois que o governo do Paraná anunciou um acordo com a Rússia para o desenvolvimento e a produção da vacina Sputnik V, o ministro Pazuello se reuniu por videoconferência com o governador do estado, Ratinho Junior (PSD), representantes da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), membros da empresa russa que desenvolve o imunizante e a embaixada do país no Brasil. Na noite de ontem, em coletiva de imprensa, o Secretário de Ciência, Tecnologia, Inovação e Insumos Estratégicos em Saúde, Hélio Angotti Neto, também não descartou o uso da vacina russa, mas lembrou que é importante a comprovação de eficácia.
Sobre as vacinas em fase de testes no Brasil, Pazuello afirmou que a mais factível a curto prazo é a desenvolvida pela Universidade de Oxford em parceira com o laboratório AstraZeneca. “Ontem recebi a Covax, vai ficar pronta no terceiro ou quarto mês de 2021. Posso afiançar que a da Astrazeneca com Oxford é ainda nossa melhor opção. Vamos fazer a contratação até sexta-feira que vem, com empenho de recursos junto à Fiocruz. Essa é a mais promissora, mas não deixamos de estar atentos a todas as outras”, completou. Além do imunizante do Reino Unido, uma vacina desenvolvida pela farmacêutica chinesa Sinovac Life Science também está sendo testada no país. “Acompanhamos em São Paulo [que receberá 15 milhões de doses da chinesa Corovac], acho que tudo fará um resultado campeão no final”, concluiu.
*Com Estadão Conteúdo