Para 56,5% dos brasileiros, governo ‘perde muito’ com saída de Moro

  • Por Jovem Pan
  • 27/04/2020 16h55 - Atualizado em 27/04/2020 17h08
FÁTIMA MEIRA/FUTURA PRESS/ESTADÃO CONTEÚDOMais de 56% ainda opinam que Moro deve ser candidato à presidência em 2022

Um levantamento feito pela Paraná Pesquisas mostra que, para 56,5% dos brasileiros, o governo de Jair Bolsonaro “perde muito” com a saída do ex-ministro da Justiça e Segurança Pública Sergio Moro. Para 22%, “perde pouco”; e para 18%, “perde nada”. O índice foi maior entre homens do Sul e Sudeste, na faixa de 16 a 34 anos.

Para 48,9% das pessoas ouvidas, Moro acertou em deixar o governo, enquanto 46,3% discordam. A maioria dos que acham que o ex-ministro tomou uma decisão correta são homens, com ensino superior completo, do Nordeste do país. Entre as mulheres, a discordância com a decisão foi maior: 48,1% contra 46,3%.

Apesar do forte discurso anti-corrupção de Moro, 42% das pessoas acreditam que “vai continuar igual”, 33,4% que “vai aumentar” e 20,3% que “vai diminuir” a corrupção no País.

A credibilidade do ex-ministro continua alta. Mais de 56% dos brasileiros opinam que Moro deve ser candidato à presidência em 2022, e 36,6% acreditam que não.

Para a realização da pesquisa foi utilizada uma amostra de 2.650 habitantes, de 16 anos ou mais, em 26 estados e Distrito Federal, em 220 municípios brasileiros entre os dias 24 a 26 de abril de 2020. A amostra representativa tem grau de confiança de 95% e margem de erro de 2%.

Na Região Sudeste, foram realizadas 1.153 entrevistas; na Região Nordeste, 712 entrevistas; na Região Norte + Centro-Oeste, 398 entrevistas; e na Região Sul, 387 entrevistas.

Demissão

O ex-ministro da Justiça anunciou sua demissão na última sexta durante coletiva de imprensa. Ao anunciar sua saída do governo, Moro acusou Bolsonaro de tentar acesso a investigações da Polícia Federal e disse que a troca do comando da PF se daria por este motivo também.

O presidente respondeu, em pronunciamento, afirmando que Moro negociou a saída de Maurício Valeixo, ex-diretor-geral da corporação, por uma vaga no Supremo Tribunal Federal. Nas redes sociais, Moro negou as acusações.