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Polícia desarticula quadrilha de anabolizantes clandestinos no Rio de Janeiro

Durante as investigações, foi descoberto que a produção ocorria em residências dos membros da quadrilha, sem qualquer tipo de supervisão; repelentes de insetos eram utilizados como matéria-prima

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Anabolizantes
OPERAÇÃO CONTRA FABRICAÇÃO DE ANABOLIZANTES FALSOS. COLETIVA DE IMPRENSA ACONTECEU NA CIDPOL, NESTA TERÇA-FEIRA (14). PEDRO TEIXEIRA/AGÊNCIA O DIA/AGÊNCIA O DIA/ESTADÃO CONTEÚDO

Uma operação policial no Rio de Janeiro resultou na desarticulação de uma quadrilha que atuava na fabricação e venda de anabolizantes clandestinos. O grupo, que operava de forma ilegal, produzia substâncias prejudiciais à saúde e utilizava marcas falsas para comercializar seus produtos. As vendas eram realizadas principalmente pela internet e com a ajuda de influenciadores, atingindo consumidores em 26 estados do Brasil.

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“A asfixia financeira foi obtida por meio da ordem judicial de bloqueio de valores, no montante de R$ 82 milhões, quantia movimentada pelo grupo criminoso. Durante a apuração, foi identificado, em conversas em aplicativos de mensagens, uma troca de informações entre o líder da associação e os produtores dos anabolizantes. Esses produtos, de procedência desconhecida, eram fabricados clandestinamente. Entre as conversas, foi revelada a utilização de benzoato de metila, uma substância empregada no tratamento de sarna e infestação de piolhos. O uso dessa substância gerava um risco significativo não só para a integridade física dos consumidores, mas também para a vida de quem fabricava, adquiria ou utilizava os produtos”, explicou Pedro Simão, corregedor do Gaeco.

Durante as investigações, foi descoberto que a produção dos anabolizantes ocorria em residências dos membros da quadrilha, sem qualquer tipo de supervisão. Surpreendentemente, repelentes de insetos eram utilizados como matéria-prima na fabricação dos produtos. Os envolvidos enfrentam acusações de associação criminosa e crimes contra a saúde pública, com a movimentação financeira do grupo alcançando a impressionante cifra de R$ 82 milhões.

As vendas eram realizadas por meio de empresas de fachada, e as entregas dos produtos eram feitas via correio. A quadrilha operava sob diversas marcas, incluindo Next Pharmaceutics e Pharma Bulls, e utilizava estratégias de marketing agressivas, como patrocínios a eventos de fisiculturismo, para promover seus produtos.

O Conselho Regional de Farmácia do Rio de Janeiro manifestou sua preocupação em relação aos riscos que esses anabolizantes representam para a saúde pública. A entidade alertou que o uso de substâncias sem a devida prescrição médica pode ser extremamente perigoso. As investigações ainda estão em andamento, com o objetivo de identificar outros membros da quadrilha e recuperar os ativos obtidos de forma ilícita.

*Reportagem produzida com auxílio de IA
Publicado por Fernando Dias

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