Polícia encontra crânio humano em bagagem de passageiro de ônibus em Itu

Boliviano vindo de Campo Grande afirmou que a ossada pertence ao irmão mais velho, já falecido há anos, e que transportava o objeto por razões culturais

  • Por Jovem Pan
  • 08/06/2021 15h12 - Atualizado em 08/06/2021 18h10
Reprodução / Twitter @lleiteeeÔnibus vinha do Mato Grosso do Sul quando foi interceptado pela Polícia Militar Rodoviária no pedágio da Rodovia Castello Branco

A Polícia Civil apreendeu na tarde de segunda-feira, 7, um crânio humano. O caso aconteceu na Rodovia Castello Branco, no quilômetro 74, em Itu, no interior de São Paulo, quando a Polícia Militar Rodoviária realizava uma fiscalização rotineira dentro de um ônibus vindo de Campo Grande, no Mato Grosso do Sul. Segundo a Polícia Civil, é comum a prática de fiscalizar transportes vindos do Estado, pois o Mato Grosso do Sul faz fronteira com países como Bolívia e Paraguai, conhecidos como rotas de tráfico, contrabando e descaminho de drogas. Por esse motivo, pertences, malas e bagagens dos passageiros são revistados pelos policiais. O crânio humano foi encontrado na bagagem de mão de um boliviano de 48 anos nesta segunda. Segundo a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo, o passageiro informou que o crânio pertence ao seu irmão mais velho, que faleceu em 1995. O homem afirmou aos agentes do 4° Distrito Policial de Itu que estava transportando o objeto por razões culturais e pretendia levar o crânio para São Paulo, destino final do ônibus e local onde ele mora. Em seu depoimento, o passageiro disse ainda que o resto do corpo do familiar foi cremado na época. O homem foi atuado pelo crime do artigo 17, da Lei 9434/97, sendo considerado ilegal o transporte ou recolhimento de partes do corpo humano sem saber a procedência. O crime foi enviado para o Juizado Especial Criminal (Jecrim) e o boliviano, mediante a assinatura de termo de compromisso, foi liberado para responder em liberdade. Em nota enviada à Jovem Pan, a SSP informou que o crânio foi apreendido e encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML).