Polícia identifica dez dos 26 suspeitos mortos em operação em Varginha

Corporação informou que ainda desenvolve investigação da vida pregressa dos suspeitos, ‘bem como dos fatos e de suas circunstâncias para possíveis correlações com outros eventos’

  • Por Jovem Pan
  • 02/11/2021 15h37
Divulgação/Polícia Militar Fuzis, munições e coletes à prova de balas são expostos no chão, com a bandeira do Bope ao lado Polícia apreendeu armamento pesado, explosivos e coletes à prova de bala durante operação em Varginha

A Polícia Civil de Minas Gerais identificou dez dos 26 suspeitos mortos durante a operação realizada no último domingo em Varginha, no sul do Estado. A corporação informou que os corpos foram identificados no Instituto Médico Legal (IML) Dr. André Roquette, em Belo Horizonte, por meio de exame datiloscópico (impressão digital). O trabalho foi feito em conjunto pela Polícia Civil de Minas, que emitiu oito laudos, e a Polícia Federal, que emitiu três. A polícia mineira informou que além da identificação dos corpos, “ainda desenvolve investigação da vida pregressa dos indivíduos, bem como dos fatos e de suas circunstâncias para possíveis correlações com outros eventos.”

Veja quem são os identificados até o momento: 

Artur Fernando Ferreira Rodrigues, 27 anos, Uberaba (MG)
Dirceu Martins Netto, 24 anos, Rio Verde (GO)
Gerônimo da Silva Sousa Filho, 28 anos, Porto Velho (RO)
Gilberto de Jesus Dias, 29 anos, Uberlândia (MG)
Gleisson Fernando da Silva Morais, 36 anos, Uberaba (MG)
Itallo Dias Alves, 25 anos, Uberaba (MG)
José Filho de Jesus Silva Nepomuceno, 37 anos, Caxias (MA)
Nunis Azevedo Nascimento, 33 anos, Novo Aripuanã (AM)
Raphael Gonzaga Silva, 27 anos, Uberlândia (MG)
Thalles Augusto Silva, 32 anos, Uberaba (MG)

A operação do último domingo deixou 26 mortos em duas chácaras de Varginha. Os homens eram suspeitos de planejar assaltos a bancos no estilo “novo cangaço”, modalidade em que o bando sitia a cidade, arma barricadas para dificultar a ação da polícia e, muitas vezes, usam reféns como escudo humano. No local foram encontradas armas de fogo e explosivos, além de galões de combustível. A polícia mineira acredita que os suspeitos tenham relação com assaltos ocorridos em Uberaba (MG), Araçatuba (SP) e Criciúma (SC).