Polícia investiga morte de enteado de vereador no Rio de Janeiro

Henry Borel, de quatro anos, teria sofrido ‘acidente doméstico’ em casa e foi socorrido sem vida para hospital; ele morava com a mãe e o padrasto, vereador Dr. Jairinho (Solidariedade-RJ)

  • Por Jovem Pan
  • 19/03/2021 17h22 - Atualizado em 19/03/2021 18h39
Acervo familiar/ReproduçãoHenry tinha 4 anos e morreu no último dia 8 de março

A Polícia Civil do Rio de Janeiro investiga a morte de Henry Borel Medeiros, um menino de quatro anos que era enteado do vereador Dr. Jairinho (Solidariedade) e foi socorrido ao hospital no dia 8 de março após um suposto acidente doméstico. Henry morava com a mãe, Monique Medeiros, e com o padrasto, e teria se machucado dentro de casa na madrugada da segunda-feira, 8, após ter passado a tarde com o pai, o engenheiro Leniel Borel. Ele foi levado ao hospital, mas teria chegado ao local sem vida. Na terça-feira, 9, a morte do menino foi confirmada pela escola particular na qual ele estudava. Em uma nota divulgada nas redes sociais do Colégio Marista-São José, a instituição de ensino classifica o garoto, estudante da Educação Infantil, como “dócil, sensível e inteligente” e não detalha o que aconteceu com Henry.

O casal responsável pelo menino no momento do acidente afirmou que encontrou a criança com dificuldade de respirar no quarto da residência onde eles moravam, no bairro da Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro. Com pouco esclarecimento sobre o que ocorreu com o menino, a polícia passou a investigar o caso. O vereador, que tinha uma página no Facebook com última atualização no mês de dezembro de 2020, passou a receber uma série de comentários em publicações antigas o acusando de relação com o crime. A conta digital, que estava ativa na quinta-feira, 18, aparece como inativa nesta sexta. O advogado do vereador Jairinho, André França Barreto, foi procurado pela reportagem da Jovem Pan e mandou duas petições enviadas ao delegado que investiga o caso em nome da defesa do casal. Em uma delas, os advogados afirmam que a empregada da residência, chamada apenas de “Rosângela” no documento, relatou que não presenciou nenhum anormalidade na casa no dia dos fatos, nunca viu a mãe do garoto agredi-lo e que notava o afeto que o vereador tinha com o enteado.

Em outra petição, a defesa pede que os investigadores considerem o depoimento dado pela perita legista Adriane Rego, que confirmou que a criança sofreu uma “ação contundente” e morreu por causa dos traumatismos sofridos, mas foi categórica ao afirmar que não é possível, com base apenas no laudo necroscópico, saber se Henry tinha sofrido agressões ou se acidentado. A Polícia Civil do Rio de Janeiro informou que o caso é investigado pela 16ª DP da Barra da Tijuca, mas corre em sigilo. A reportagem da Jovem Pan também tentou entrar em contato com a defesa do pai de Henry, mas não conseguiu retorno até o momento.