Popularidade de Jair Bolsonaro oscila para baixo em janeiro

  • Por Jovem Pan
  • 16/01/2020 22h23
Carolina Antunes/PRO presidente Jair Bolsonaro

O presidente Jair Bolsonaro começou seu segundo ano de mandato com uma queda de popularidade, tanto na avaliação do governo quando na expectativa para o próximos três anos. As duas avaliações oscilaram três pontos percentuais para baixo, dentro da margem de erro da pesquisa XP/Ipespe de janeiro.

O governo de Jair Bolsonaro foi avaliado por 32% como ótimo ou bom (contra 35% em dezembro). Outros 40% afirmaram ter expectativa positiva para o restante do mandato (eram 43% em no fim de 2019). Essa é a avaliação mais baixa desde quando começou a ser medida, em novembro de 2018.

A avaliação negativa se manteve estável em 39%, enquanto a expectativa ruim ou péssima para a continuidade do governo oscilou, também para baixo, de 34% para 33%.

Foram realizadas 1.000 entrevistas de abrangência nacional nos dias 13, 14 e 15 de janeiro.

Partidos políticos

Os partidos políticos continuam como a instituição com menos credibilidade. Apenas 6% dizem confiar nas legendas. O percentual vem caindo desde dezembro de 2018, quando 10% diziam depositar confiança neles.

A Presidência da República também teve um aumento de desconfiança. Em dezembro de 2018, antes de Bolsonaro assumir, 36% diziam confiar no Executivo. Em abril de 2019, no quarto mês do atual mandato, 45% disseram confiar no governo. No primeiro mês de 2019, a porcentagem caiu para 37%.

Violência e criminalidade

Para 54% dos entrevistados, a violência e criminalidade aumentaram ou aumentaram muito nos últimos 12 meses, ainda que os dados oficiais divulgados mensalmente pelo Ministério da Justiça indiquem o contrário.

Atuação internacional

A pesquisa também questionou a percepção em relação ao comportamento do país no cenário internacional, sem que a pergunta fizesse relação com a crise envolvendo EUA e Irã. 55% disseram que o apoio do governo brasileiro ao governo americano, de maneira genérica, pode trazer consequências negativas para o Brasil. No questionário, a pergunta de avaliação das consequências da posição brasileira foi feita antes da que indagou os entrevistados sobre o conhecimento da crise envolvendo os dois países.