Prefeitura de São Paulo mantém obrigatoriedade de máscara em locais abertos

Medida deve permanecer até o início de dezembro, quando gestão municipal fará nova avaliação da situação epidemiológica da cidade

  • Por Jovem Pan
  • 10/11/2021 12h34 - Atualizado em 10/11/2021 12h51
Willian Moreira/Estadão Conteúdo Pessoas circulam com máscara ao ar livre População usa máscaras para se proteger do novo coronavírus

A Prefeitura de São Paulo anunciou, nesta quarta-feira, 10, que manterá a obrigatoriedade do uso de máscaras em locais abertos até o dia 5 de dezembro. No início do próximo mês, a medida será reavaliada. A gestão municipal planeja flexibilizar o uso do equipamento de proteção individual quando 95% ou mais da população paulistana acima de 12 anos esteja com o esquema vacinal completo. “O estudo realizado pela Vigilância Sanitária com esse plano bastante sólido, quer seja dos indicadores da pandemia ou quer seja os indicadores da assistência, nós mantemos o uso das máscaras na cidade de São Paulo, devendo fazer uma nova avaliação no início do mês de dezembro”, afirmou o secretário municipal da saúde, Edson Aparecido.

“É preciso continuar seguindo as orientações da prefeitura, tomando a segunda dose e utilizando as máscaras”, disse o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB). O emedebista acrescentou que falta “pouco, bem pouco” para que ocorra a flexibilização do uso do item. Em outras cidades, como Rio de Janeiro e Brasília, não há mais a obrigatoriedade do uso das máscaras em locais abertos – a flexibilização das medidas sanitárias têm sido adotadas em razão do avanço da campanha de vacinação e da queda dos índices de infecção, transmissão e mortes relacionadas ao novo coronavírus.

Na coletiva desta quarta, a médica Paula Bisordi, coordenadora do Núcleo de Vigilância de Doenças Agudas Transmissíveis, também detalhou os índices epidemiológicos em São Paulo. De acordo com a sanitarista, a cidade está no nível dois de transmissão da doença. “Na avaliação geral, esses três indicadores que consideramos como indicadores epidemiológicos nós teríamos ainda a incidência, então, total de casos em um nível de transmissão 3, as novas SRAGS [síndrome respiratória aguda grave] já teríamos atingido um nível de transmissão comunitária 1 e, para a mortalidade, estaríamos em um nível de transmissão 2”, disse. “Com essa avaliação, nós estaríamos hoje, com esses indicadores epidemiológicos no nível de transmissão 2 no município de São Paulo”, acrescentou.