PSB expulsa deputado Átila Lira por votar a favor da reforma da Previdência

  • Por Jovem Pan
  • 30/08/2019 18h22 - Atualizado em 30/08/2019 18h22
Câmara dos DeputadosRelator do caso disse que Lira é reincidente e votou contra 71% das deliberações do PSB

O PSB decidiu na tarde desta sexta-feira (30) expulsar o deputado Átila Lira (PSB-PI) como punição por ele ter votado a favor da reforma da Previdência nos dois turnos de votação na Câmara.

Além dele, outros dez deputados também foram a favor, contrariando a posição tomada pelo diretório nacional do partido, contrário à proposta.

Lira foi julgado individualmente porque é considerado reincidente. Ele também votou a favor da reforma trabalhista no ano passado, ainda durante o governo do ex-presidente Michel Temer.

Membro do diretório do PSB, Domingos Leonelli Netto foi o relator do caso. “O deputado apresenta constante desalinhamento com as atividades partidárias, votando contrariamente em 71% das deliberações”, afirmou ao ler seu voto.

Além da expulsão, o relator pediu a destituição do parlamentar de cargos ocupados por ele na Câmara como a cadeira de membro titular da Comissão de Educação. “Não estamos julgando aqui um crime de opinião, estamos julgando um crime de conduta”.

Deputados contrariaram o partido

O PSB fechou questão no primeiro semestre contra a reforma da Previdência. Mesmo assim, no primeiro turno, 11 deputados do partido contrariaram a posição da sigla. Votaram a favor do texto Átila Lira (PI), Emidinho Madeira (MG), Felipe Carreras (PE), Felipe Rigoni (ES), Jefferson Campos (SP), Liziane Bayer (RS), Luiz Flavio Gomes (SP), Rodrigo Agostinho (SP), Rodrigo Coelho (SC), Rosana Valle (SP) e Ted Conti (ES). Destes, no segundo turno, apenas Luiz Flavio mudou de posição.

O diretório nacional analisa agora a situação dos demais deputados. Leonelli, também relator destes casos, propôs que os parlamentares percam as suas prerrogativas partidárias por 12 meses. Se o parecer for aprovado, eles terão que deixar as comissões de que participam e ficam proibidos de encaminhar votações em nome do partido.

Apesar da suspensão, o relatório propõe que eles continuem tendo que seguir as diretrizes do partido e as orientações do líder da legenda em votações na Câmara. Leonelli também propôs que, passados seis meses, a conduta desses deputados seja reavaliada. Se ficar claro que estão cumprindo corretamente as orientações do partido, eles podem ter a punição cancelada.

* Com informações do Estadão Conteúdo