Queiroga abre vacinação em massa contra a Covid-19 em Botucatu, interior de São Paulo

Cidade vai participar de um estudo apoiado pelo Ministério da Saúde para medir a eficácia da vacina de Oxford contra as variantes do coronavírus

  • Por Jovem Pan
  • 16/05/2021 17h35 - Atualizado em 16/05/2021 18h37
Divulgação/Ministério da SaúdeQueiroga aplica a vacina contra a Covid-19 numa moradora da cidade de Botucatu

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, abriu a vacinação contra a Covid-19 na cidade de Botucatu, no interior de São Paulo. A primeira pessoa a ser imunizada nessa campanha com a vacina de Oxford foi a moradora Suze Helena Crespam, de 57 anos. “Agora estou me sentindo mais segura, mais tranquila, e emocionada em participar dessa pesquisa e de ser botucatuense”, disse Suze. A cidade foi escolhida para participar de uma pesquisa inédita que pretende vacinar toda a população adulta em massa para medir a eficácia do imunizante de Oxford/AstraZeneca, produzido no Brasil pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), contra as variantes do coronavírus. “Vamos ter doses de vacina suficientes para imunizar toda a população brasileira. Mas nós precisamos, além da vacinação, incentivar as medidas não farmacológicas, como o uso de máscaras, e o distanciamento social”, afirmou Queiroga enquanto dava o pontapé inicial para a campanha em uma escola da cidade.

O estudo é apoiado pelo Ministério da Saúde e, além da vacinação, o projeto também realizará testagem da população e sequenciamento genético dos casos positivos para avaliar o comportamento da doença no Brasil. “Vamos ampliar a testagem, que está em estudo no Ministério da Saúde. Botucatu é um exemplo: testou sua população, acompanhou toda a evolução da epidemia e, por isso, precisou somente em duas situações fazer uma restrição maior na mobilidade”, ressaltou Queiroga. A pesquisa terá duração de cerca de oito meses, período que inclui a aplicação das duas doses da vacina e que permitirá o monitoramento da população imunizada. No total, 80 mil doses da vacina fabricado pela Fiocruz foram doados ao estudo pelo Programa Nacional de Imunizações (PNI).

Além de analisar a eficácia do composto contra as variantes do vírus, a pesquisa também servirá de subsídio para comparar quão eficiente foi a vacinação em relação a outros municípios da região. “Estamos em uma cidade do interior do estado de São Paulo, maior Estado da nação, e nós conseguimos mostrar que é possível ter no sistema de saúde uma eficiência que se traduz na pesquisa, no ensino e na assistência”, concluiu o ministro. Além do Ministério da Saúde, o estudo conta com o apoio da prefeitura de Botucatu, da Universidade de Oxford, do laboratório AstraZeneca, da Fiocruz, da Fundação Gates e da Universidade Estadual Paulista (Unesp).