Rio de Janeiro herdará sistema ferroviário com problemas após fim da concessão da SuperVia
Após quase 27 anos de operação, a SuperVia deixará oficialmente a concessão do transporte ferroviário de passageiros na Região Metropolitana do Rio de Janeiro até setembro de 2025. A decisão faz parte de um acordo judicial firmado com o governo estadual em dezembro de 2024. A saída da concessionária ocorre em meio a duras críticas à qualidade do serviço prestado e a um cenário de sucateamento da infraestrutura. A empresa, que atualmente transporta cerca de 300 mil passageiros diariamente, mantém o mesmo volume de usuários desde três décadas atrás.
O governo do estado está em busca de um novo operador para o sistema ferroviário. Desde que assumiu a concessão em novembro de 1998, a SuperVia enfrentou diversos desafios. O tempo de viagem aumentou significativamente, com trajetos como o da Estação Pedro II até Santa Cruz, que antes levava 75 minutos, agora levando 98 minutos. Essa situação é agravada por problemas estruturais, como trilhos e dormentes em mau estado, além de furtos de cabos e falhas técnicas.
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A situação nas estações é preocupante, com trens frequentemente superlotados e aglomerações visíveis. Em 2024, a SuperVia registrou um total de 4.990 viagens que foram canceladas ou interrompidas, evidenciando a fragilidade do serviço. Além disso, a concessionária deixará um legado problemático, com 79 composições consideradas inservíveis, formando um “cemitério ferroviário”. A empresa justifica alguns dos problemas enfrentados, como as portas que se abrem durante as viagens, alegando que isso ocorre devido a válvulas de segurança que são acionadas de forma inadequada. A SuperVia também afirma que realiza inspeções regulares na via.
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Publicado por Sarah Paula
*Reportagem produzida com auxílio de IA
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