Filha de PM assassinada espera pensão enquanto suspeito se aposenta com salário integral
A filha de 7 anos da policial militar Gisele Alves Santana, assassinada em fevereiro deste ano, não recebeu pensão pela morte da mãe. Enquanto isso, o principal suspeito do crime, seu então marido, o tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, que, apesar de estar sob investigação por feminicídio, teve sua aposentadoria concedida com proventos integrais pela corporação.
Enquanto o oficial passa a receber uma remuneração estimada entre R$ 21 mil e R$ 30 mil mensais, a filha da vítima, uma criança de apenas 7 anos, enfrenta entraves burocráticos para acessar a pensão por morte a que tem direito por lei.
A defesa da família de Gisele aponta uma “discrepância enorme” no tratamento dado aos dois processos. O pedido de pensão para a menor foi protocolado em 6 de março e, inicialmente, a SP Previdência (São Paulo Previdência) estimava um prazo de 120 dias para análise.
Após a repercussão negativa e pressão popular, o órgão anunciou que o primeiro pagamento deve ocorrer na próxima quarta-feira, 8 de abril.
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Pensão da filha: Estimada entre R$ 2.000 e R$ 2.500 (cerca de um salário mínimo e meio).
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Aposentadoria do suspeito: Finalizada em poucos dias, garantindo ao tenente-coronel (agora elevado ao posto de coronel na reserva) um valor dez vezes superior ao da órfã.
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