Secretária de enfrentamento à Covid-19 do Ministério da Saúde recomenda que Carnaval de 2022 não seja realizado

Rosana Leite de Melo afirma, no entanto, que situação pode mudar até fevereiro; preocupação é com surgimento ou espalhamento de variantes

  • Por Jovem Pan
  • 08/12/2021 22h03
Wesley Amaral/Câmara dos DeputadosRosana Leite de Melo participou de audiência na Comissão de Turismo da Câmara dos Deputados

A secretária de enfrentamento à Covid-19 do Ministério da Saúde, Rosana Leite de Melo, falou sobre a possibilidade da realização do Carnaval em 2022 durante audiência na Comissão de Turismo na Câmara dos Deputados. Melo considera que hoje não recomendaria que a folia ocorresse nas ruas do país, já que é preciso adotar as regras de uso de máscaras e distanciamento social recomendadas pela Organização Mundial da Saúde (OMS), o que não é possível na festa. “Estamos com uma parcela importante da população já com a dose de reforço, porém nós temos que associar medidas, como bem falado diuturnamente pela Organização Mundial da Saúde, medida de distanciamento, máscara, higiene e infelizmente, nesse tipo de festa é praticamente impossível de se conseguir, por mais que fale que vai se testar as pessoas. Sim, o teste também não é 100%”, disse Melo.

A secretária não descartou que a situação possa mudar até fevereiro, mas reforçou que é uma situação complexa. “É arriscado, por tudo que nós já passamos, fazer esse tipo de reuniões, de comemorações no atual momento. É claro que estamos em dezembro. Em fevereiro ou março as coisas possam mudar, mas, hoje, a nossa posição é que isso seja pensado com extrema cautela e não recomendamos no momento”, avaliou Melo. Ela ainda considerou que a preocupação é o surgimento ou espalhamento de variantes durante a festa. A realização do Carnaval está em cheque por conta do surgimento da variante ômicron e da quarta onda da pandemia que ocorre nos países europeus, o que gera o temor de que o Brasil repita o mesmo cenário com alguns meses de atraso. Mais de 70 cidades do interior paulista já cancelaram o carnaval, enquanto outra festa, o Réveillon, foi cancelada por ao menos 22 capitais estaduais.