‘Serial killer’ do DF: ‘Não há ritual maligno, há apenas o modus operandi de um criminoso experiente’, diz criminóloga

Em entrevista ao Pânico nesta quinta-feira, 17, Ilana Casoy afirmou que o suspeito Lázaro Barbosa é capaz de ‘matar sem pensar duas vezes’

  • Por Jovem Pan
  • 17/06/2021 15h31 - Atualizado em 17/06/2021 18h04
Imagem: Reprodução/PânicoA criminóloga acredita que, neste momento, Lázaro só possui um objetivo: salvar a própria pele fugindo da polícia

Nesta quinta-feira, 17, os agentes de segurança de Goiás e do Distrito Federal (DF) entraram no nono dia de buscas por Lázaro Barbosa de Souza, suspeito de assassinar quatro pessoas de uma mesma família em Ceilândia. Conhecido nas redes sociais como “serial killer” do Distrito Federal, o homem de 32 anos também é acusado de cinco tentativas de homicídio na região. Em entrevista ao programa Pânico, da Jovem Pan, nesta tarde, a criminóloga Ilana Casoy analisou o comportamento do suspeito. “Por mais que as pessoas o chamem de serial killer, não podemos defini-lo assim. Ele é um latrocida e estuprador em fuga. Não está brincando, mata sem pensar duas vezes. Ele cometeu o primeiro homicídio aos 19 anos, está com quase 33, e conhece muito bem aquelas matas”, disse.

A criminóloga explicou que o serial killer possui uma maneira particular de atuação. Entre os fatores que podem influenciá-lo a cometer crimes estão fortes gatilhos, fragilidades sociais, psicológicas e biológicas. Contrariando o que muitos pensam e afirmam nas redes sociais, Ilana reiterou que Lázaro não possui distúrbios mentais.”O serial killer dá um intervalo entre um crime e outro e possui motivações próprias. Por isso, acaba fazendo vítimas simbólicas, que representam algo singular para ele, o que é completamente diferente de um latrocínio. O suspeito é dependente químico, rouba para manter seu vício em drogas, não estamos falando de uma necessidade psicológica”, esclareceu.

Algumas das vítimas que sobreviveram às ações de Lázaro afirmaram que ele praticava bruxaria e rituais malignos antes dos crimes. No entanto, Ilana descartou que as mortes estejam atreladas às questões religiosas. “Ele diz: ‘Não é minha culpa, sou tomado por um espírito maligno’ para sair pela lateral na situação. Não é culpa de espírito algum e não há comprovação de que ele tenha qualquer doença mental. Ele é mau e só. Não há ritual maligno, há apenas o modus operandi de um criminoso experiente. Reproduzir isso apenas aumenta o preconceito contra as religiões afro-brasileiras. Ele invade propriedades, come, toma banho, se diverte e, antes de sair, pega o carregador do celular para ficar ligado, sabendo exatamente o que precisa fazer para continuar essa fuga.” A criminóloga acredita que, neste momento, Lázaro só possui um objetivo: salvar a própria pele fugindo da polícia.

Confira a entrevista com a criminóloga Ilana Casoy: