SP registra o domingo mais letal da pandemia; Estado volta à fase vermelha nesta segunda
O Estado de São Paulo registrou, nas últimas 24 horas, 510 mortes em decorrência da Covid-19, segundo levantamento do governo paulista. Este é o domingo mais letal desde o início da pandemia e representa mais que o dobro dos óbitos registrados no dia 28 de março (244), que, até então, havia sido o domingo com mais mortes. Em relação aos novos casos de coronavírus, foram 8.156 registros nas últimas 24 horas. O Estado, assim como o país, vive o pior momento da pandemia. No último dia 6, foram contabilizados 1.389 óbitos, no dia mais letal desde o início da crise sanitária no país. Até então, 1º de abril foi o dia com mais casos registrados, somando 26.567. O Estado de São Paulo contabiliza, desde o início da pandemia, 2.643.534 casos e 82.917 mortes pelo coronavírus.
Apesar dos números, houve queda na quantidade de internações em UTIs e enfermarias de todo o Estado e o governo de São Paulo anunciou na última sexta-feira, 9, que voltará à fase vermelha do Plano SP contra a Covid-19 na próxima segunda-feira, 12, quase um mês após entrar na fase emergencial, a mais restritiva do plano. Apesar de voltar à fase vermelha, algumas imposições do período mais restritivo serão mantidas em São Paulo. O toque de recolher continua no Estado, das 20h às 5h, assim como a recomendação de escalonamento nos horários de entradas e saída para indústrias, serviços e comércio, a obrigatoriedade do teletrabalho para atividades administrativas e a proibição de celebrações religiosas coletivas. “A proibição de celebrações religiosas foi uma decisão tomada nesta semana pelo Supremo Tribunal Federal”, lembrou o vice-governador Rodrigo Garcia. Os parques continuarão fechados em todo o Estado.
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Confira o que poderá funcionar a partir de amanhã
Assim como na última fase vermelha, findada no dia 15 de março, foram considerados como serviços essenciais pelo governo paulista: hospitais, clínicas odontológicas, farmácias e estabelecimentos de saúde animal; supermercados, hipermercados, açougues, padarias, lojas de suplemento e feiras livres (que não terão consumo permitido no local); serviços públicos e privados de segurança; meios de comunicação social; setores da indústria e construção civil; hotéis, lavanderias, serviços de limpeza, manutenção e zeladoria, bancos, lotéricas, serviços de call center, centros de assistência técnica de produtos eletrônicos, bancas de jornais; espaços de locação de veículos, oficinas de veículos e estacionamentos; transportadoras, postos de combustíveis, lojas de material de construção e outros espaços de cadeia de abastecimento e logística. O funcionamento de restaurantes e lanchonetes só poderá ser feito para retirada no local, serviço de delivery e drive-thru. Os esportes profissionais, que estavam proibidos, voltam a ser permitidos, contanto que as competições sejam realizadas a partir das 20h.
Transporte público e escalonamento no horário de trabalhadores
Além de manter o transporte público de acordo com a demanda de pessoas nas ruas, o governo do Estado recomendou o escalonamento no horário de entrada dos trabalhadores essenciais para evitar aglomerações no transporte. Os empregadores da indústria foram orientados a pedir a entrada dos funcionários entre 5h e 7h e saída entre 14h e 16h; os de serviços, das 7h às 9h e das 16h às 18h e os de comércio das 9h às 11h e das 18h às 20h. Aplicativos de transporte e táxis também poderão continuar a funcionar normalmente. Assim como na fase emergencial, as fronteiras municipais e estaduais não serão fechadas. Apesar disso, barreiras sanitárias serão mantidas em acessos a cidades turísticas, assim como blitzes contra eventos ilegais e fiscalizações em atividades liberadas
Escolas
As escolas, que estavam abertas apenas para distribuição de alimentos para alunos necessitados e entregas de chips, voltarão a ter aulas presenciais no dia 14 de abril. O período da segunda-feira, 12, e da terça-feira, 13, deverá ser utilizado pelos docentes para orientar as famílias e organizar os horários, já que elas seguirão com rodízio de alunos e permissão para até 35% da capacidade de ocupação das instituições de ensino. “O pai e a mãe que ainda não se sentirem seguros não precisam levar seu filho obrigatoriamente”, lembrou o secretário Rossieli Soares. Filhos de profissionais essenciais, crianças com necessidade alimentar, com defasagem de aprendizagem e com problemas de saúde mental serão prioridades no escalonamento do governo.
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