Volta às aulas presenciais em SP tem apenas 5% dos alunos, estima sindicato

Após batalha judicial, aulas foram retomadas no estado nesta segunda-feira, 8; lotação das salas deve variar de acordo com fase dos municípios no Plano São Paulo

  • Por Jovem Pan
  • 08/02/2021 20h57 - Atualizado em 08/02/2021 20h58
Governo de São Paulo/DivulgaçãoAulas presenciais foram retomadas no estado nesta segunda-feira [Imagem de arquivo]

O Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp) afirmou nesta segunda-feira, 8, que apenas 5% dos alunos da rede pública voltaram às aulas presenciais no dia em que o ano letivo foi iniciado. Segundo a Apeoesp, o comparecimento dos alunos está relacionado com a conscientização sobre os riscos que as escolas da rede estadual ofereceriam aos estudantes. “Ninguém quer mandar o seu filho para um local onde há álcool gel vencido, ambientes sem ventilação, banheiros quebrados. Mesmo com um número pequeno de alunos, houve aglomeração nas portas das escolas, o que mostra o despreparo para esse retorno”, afirma a deputada estadual Professora Bebel, presidente do sindicato. Segundo o coletivo, 209 casos de Covid-19 foram registrados em docentes de 97 escolas diferentes que já teriam realizado alguma atividade presencial no começo do mês.

As aulas de São Paulo foram retomadas nesta segunda após uma batalha judicial travada entre a Apeoesp e o governo do estado. A poucos dias do retorno das atividades presenciais, um pedido feito pelo sindicato foi aceito pelo Tribunal de Justiça de São Paulo, que proibiu com uma liminar o retorno da rede pública e privada. O estado recorreu e no dia seguinte, uma decisão do presidente do TJ-SP, desembargador Geraldo Pinheiro Franco, derrubou a decisão e determinou que as atividades poderiam ser retomadas a partir desta segunda. De acordo com determinação do estado, a lotação das salas deve variar entre 35% e 100% a depender da fase do Plano São Paulo no qual o município esteja incluso. A Jovem Pan entrou em contato com a Secretaria de Educação do estado, que não respondeu até o momento.