Cazaquistão se une a rejeição internacional ao massacre na Ucrânia
Redação Central, 26 jan (EFE).- O Cazaquistão se uniu nesta segunda-feira à rejeição internacional ao ataque realizado pelas forças pró-Rússia no leste da Ucrânia que causou pelo menos 30 mortes no fim de semana passado.
O Ministério das Relações Exteriores do Cazaquistão informou, em comunicado, sua “profunda preocupação” com a escalada da violência na Ucrânia, “especialmente pelos bombardeios que provocaram a morte de civis”.
“Estamos convencidos de que não há outra alternativa para resolver a crise no sudeste da Ucrânia que não seja negociar a paz”, diz a nota.
Segundo o governo regional de Donetsk, leal às autoridades de Kiev, pelo menos 30 pessoas morreram e outras 93 ficaram feridas no sábado durante um ataque à cidade de Mariupol, no leste da Ucrânia.
O Ministério disse que o Cazaquistão está “preparado para proporcionar uma plataforma para resolver a crise da Ucrânia, no momento apropriado e do tipo que for conveniente para ambas as partes”, e pediu a todos os envolvidos no conflito que contribuam para permitir o fim do conflito.
“Pedimos a todas as partes que avancem em prol da resolução pacífica do conflito, baseada no cumprimento das obrigações de todos os participantes, incluindo aqueles que fazem parte do protocolo de Minsk”.
O protocolo de Minsk foi assinado em 5 de setembro de 2014 por representantes de Ucrânia, Rússia, República Popular de Donetsk (DNR) e República Popular de Lugansk (LNR).
O acordo visa pôr fim à guerra no leste da Ucrânia e foi assinado em Minsk com apoio da Organização para a Segurança e a Cooperação na Europa (OSCE).
O ataque a Mariupol aconteceu em meio a uma ampla ofensiva dos rebeldes pró-Rússia no leste da Ucrânia.
Entre os mortos no ataque estão uma menina de 15 anos e um menino de 5, e entre os 93 feridos, alguns em estado muito graves, há pelo menos outros cinco menores de idade. EFE
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