Com novos protocolos, salões de beleza voltam a funcionar neste sábado e projetam recuperação
Na recepção, termômetro e álcool em gel, bancadas e lavatórios intercalados e higienização do espaço. Responsável pela área de treinamento de uma das principais redes de salões de beleza de São Paulo, Dani Masella disse que está tudo pronto para a reabertura dos salões de beleza. “Sempre que a cliente chega, tem a higienização das mãos, do celular se está nas mãos dela, a gente mede a temperatura, apesar do shopping medir. E temos uma preocupação de preparar a unidade, não só antes de abrir o salão, que tem uma sanitização geral, mas nós também higienizamos todos os locais que a cliente toca”, explica. A partir deste sábado, 24, passa a ser permitido o atendimento presencial em salões de beleza e barbearias em todo Estado de São Paulo. Os estabelecimentos voltam a funcionar em horário reduzido, até 8 horas por dia, e com apenas 25% do público.
O protocolo cita uma série de recomendações para evitar a transmissão do novo coronavírus. Higienização das mãos e equipamentos, distanciamento entre profissionais e clientes e proteção das vias áreas estão entre as principais regras de funcionamento. Apesar da reabertura, Dani Masella acredita que a procura por serviços de beleza será gradativa. “Eu acho que, para esse retorno, a gente também vai ter uma resistência. Temos essa preocupação, por isso somos bem exagerados nos protocolos, para quando ela vir se sentir segura e sentir que pode voltar. Nosso ambiente é um dos ambientes mais seguros que tem, o salão de beleza aprendeu, estudou, se esforçou para poder oferecer isso para as clientes, que é a nossa sobrevivência né.”
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Só o empresário que conseguiu resistir ao período de quarentena vai poder assistir a reabertura, já que 30% dos estabelecimentos de beleza encerraram as atividades. Hoje, uma nova etapa se inicia, mas com a necessidade de distanciamento e com a capacidade reduzida, o que já dá pra prever uma queda no faturamento. Pesquisa do Sebrae, que analisa os impactos da vacinação na recuperação de micro e pequenas empresas, aponta que, se não houver queda no ritmo da imunização e um novo fechamento do comércio, a expectativa é que em dezembro o segmento de beleza retome o patamar de 2019. Na avaliação do presidente da Associação Brasileira de Salões de Beleza, José Augusto Santos, o segmento enfrentará dificuldades para se reerguer. “Diferentemente de um negócio que você tem produtos na prateleira, que você simplesmente abre a porta e vende o produto, nós temos profissionais e esse profissional muitas vezes mudou de cidade, está em outra atividade… A especialidade do nosso negócio é um pouco complexa, diferentemente de qualquer outro setor”.
Ainda de acordo com José Augusto Santos, o setor tem pleiteado junto ao governo federal, ajuda financeira para recuperar os prejuízos causados pela crise. “É a linha para o auxílio, a folha de pagamento, que é onde o governo paga integral se você afastar o funcionário e também se você afastar ele em 50% da carga horária o governo paga a metade e você paga a metade, ou 25%. Então, é um regime que foi muito bom na primeira pandemia.” O setor de beleza tem 70% de mão de obra feminina. Desses 50% sustentam integralmente seus lares.
* Com informações da repórter Caterina Achutti
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