Combates e tomada de Mossul forçaram fuga de 500 mil pessoas no Iraque
Genebra, 11 jun (EFE).- Os combates na cidade iraquiana de Mossul e a total tomada de controle da localidade pelo Estado Islâmico do Iraque e do Levante (EIIL) forçaram mais de meio milhão de pessoas a abandonar a cidade, segundo alertou nesta quarta-feira a Organização Internacional das Migrações (OIM).
Ontem, o EIIL, um grupo islamita extremamente radical, assumiu o controle de Mossul, a segunda maior cidade do Iraque, em um avanço sem precedentes e que levou o governo a pedir ao parlamento que decrete estado de emergência em todo o país.
A situação fez com que 500 mil pessoas abandonassem seus lares para fugir da província em busca de um refúgio mais seguro.
Segundo os funcionários da OIM no local, os refugiados internos não podem usar seus veículos, por isso a imensa maioria está fugindo a pé.
A OIM explicou em um comunicado que os deslocados que querem entrar na região do Curdistão necessitam de uma permissão especial, e para isso precisam ter parentes que já residam nesta província ou alguém que se comprometa a acolhê-los.
Os combates causaram muitos mortos e feridos, mas o principal centro médico da cidade, composto por quatro hospitais, está inacessível, por isso muitas mesquitas se transformaram em clínicas improvisadas.
Os funcionários da OIM disseram ainda que as famílias que decidiram ficar quase não têm comida e que muitas estão sem eletricidade e água, pois os sistemas de distribuição ficaram destruídos pelos combates e muitos geradores ficaram sem combustível. EFE
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