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Desperdício de água cai pela primeira vez em seis anos no Brasil

Apesar da progressão, o índice continua longe da meta de 25% estabelecida pelo Ministério do Desenvolvimento Regional para 2034

Luisa Cardoso

Após seis anos seguidos de aumento, o desperdício de água caiu no Brasil. Um estudo do Instituto Trata Brasil, divulgado nesta quarta-feira (5), apontou que 37,8% de toda a água potável produzida no país foi perdida antes de chegar às residências em 2021, ano mais recente com dados disponíveis, representando uma melhora em relação aos 40,3% observados anteriormente. Apesar dessa progressão, o índice continua longe da meta de 25% estabelecida pelo Ministério do Desenvolvimento Regional para 2034. Luana Pretto, Presidente Executiva do Instituto Trata Brasil, enfatiza a urgência de reduzir o desperdício, apontando para a necessidade de uma gestão mais eficiente da água frente às adversidades climáticas e ao aumento da demanda. A magnitude dessa perda é equivalente a cerca de 7.600 piscinas olímpicas desperdiçadas todos os dias, um volume suficiente para abastecer a população do Rio Grande do Sul por mais de cinco anos.

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A recente tragédia de enchentes no Rio Grande do Sul afetou gravemente o abastecimento de água e ressaltou a fragilidade do sistema hídrico do país frente às mudanças climáticas. Essa estatística se torna ainda alarmante ao considerar que mais de 32 milhões de brasileiros ainda vivem sem acesso à água tratada. Os obstáculos para diminuir o desperdício de água são diversos, incluindo a necessidade de investimentos substanciais em saneamento básico e a modernização dos sistemas de distribuição de água. Além disso, problemas como vazamentos nas redes de distribuição, desvios irregulares e erros na medição dos hidrômetros são apontados como causas significativas das perdas.

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