Banco Central conseguiu suavizar a inflação sem derrubar a economia, avalia executivo do Goldman Sachs

Em entrevista ao Jornal Valor Econômico, diretor de pesquisa macroeconômica defendeu o trabalho do órgão como notável ao não ceder à pressões políticas para baixar os juros 

  • Por Jovem Pan
  • 01/08/2023 14h39
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Michael M. Santiago / GETTY IMAGES NORTH AMERICA / Getty Images via AFP Goldman Sachs Taxa de juros do Brasil está em 13,75% desde 3 de agosto de 2022, quando o comitê subiu o percentual em 0,5 p.p. 

O trabalho do Banco Central na condução da política monetária foi elogiado pelo diretor de pesquisa macroeconômica para a América Latina do Goldman Sachs, Alberto Ramos. Em entrevista ao Jornal Valor Econômico, publicada nesta terça-feira, 1º, o executivo avaliou que o órgão brasileiro conseguiu fazer algo que outras autoridades monetárias tentaram e falharam: controlar a inflação de forma suave, ancorando as expectativas. Ele defendeu o trabalho do BC como notável, ao não ceder à pressões políticas para baixar os juros, em um arrocho de algo custo econômico e social. “Claramente o BC resolveu fazer uma suavização e distender o processo de convergência de inflação para a meta. Quando a inflação atingiu dois dígitos, para trazer a inflação para a meta no final deste ano, o BC teria de dar um choque de juros, um arrocho de juros monumental. Iria derrubar a economia, validar uma mega recessão, com impacto no mercado de trabalho e social profundo. Acelerar a convergência me parece que teria um custo econômico e social muito elevado. Então, o BC decidiu colocar a política monetária num campo claramente restritivo e garantir essa convergência em um cenário de 18 meses, de seis a oito trimestres. Achei superrazoável e também uma decisão que faz parte do mandato do BC, que tem uma meta primordial de ancorar a inflação na meta, mas também de suavizar os ciclos econômicos. Muitas das críticas ao Banco Central acho que não procedem”, disse em entrevista ao Valor Econômico.

 

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