Dólar mantém sequência de queda e chega a R$ 5,29 com euforia por vacina

Esta é o 4º dia seguido que a moeda norte-americana perde valor ante o real; Ibovespa fica estável após bater 107 mil pontos na terça

  • Por Jovem Pan
  • 18/11/2020 11h41
Arquivo/Agência BrasilMoeda fechou a terça-feira a R$ 5,33, o patamar mais baixo desde setembro

As expectativas com o lançamento de uma vacina contra o novo coronavírus manteve o dólar em baixa nesta quarta-feira, 18, chegando a operar abaixo dos R$ 5,30. Próximo das 11h30, a moeda norte americana registrava recuo de 0,45%, cotada a R$ 5,306. Na mínima do dia, a divisa chegou a bater R$ 5,291. Este é o quarto dia seguido de queda do dólar, que na véspera fechou a R$ 5,333, o menor patamar desde 17 de setembro. A euforia também impulsionou a Bolsa de Valores brasileira. O Ibovespa, principal índice da B3, abriu em alta após superar os 107 mil pontos nesta terça-feira, 17. O avanço da pandemia nos Estados Unidos e Europa ofuscaram parte dos ganhos, e no meio da manhã o índice inclinou para leve queda de 0,79%, aos 106.421 pontos.

O mercado reage de forma positiva aos anúncios de avanços na corrida pela descoberta de um imunizante contra a Covid-19 e a expectativa de reabertura das economias. Hoje, a Pfizer revelou que os testes da sua vacina, feita em parceria com a BioNTech, alcançaram 95% de eficácia. Este já é o estudo finalizado após a terceira fase de testes, apesar de ainda não ter sido revisado por pares ou publicado em uma revista científica. Estudos preliminares divulgados na semana passada mostravam, pelo menos, 90% de eficácia. A divulgação ocorreu horas depois de a revista científica Lancet Infectious Diseases  publicar que o imunizante CoronaVac, produzida pela chinesa Sinovac em cooperação com o Instituto Butantan, produz resposta imune no organismo 28 dias após sua aplicação em 97% dos casos. De acordo com o Butantan, os resultados, que contam com a revisão de diversos cientistas, “são mais um passo importante para o desenvolvimento da vacina, que está em fase 3 de testes em diversas regiões do Brasil desde julho deste ano”.

No noticiário doméstico, investidores ainda estão em compasso de espera pela retomada das votações no Congresso. Apesar de ainda não ter definido datas, o governo federal espera que uma série de textos estruturantes, como a reforma tributária e as PECs Emergencial e do Pacto Federativo, sejam aprovados no Legislativo ainda em 2020. O líder do governo na Câmara, Ricardo Barros (PP-PR), afirmou hoje que não descarta a votação da reforma tributária ainda em 2020. Em entrevista ao Jornal da Manhã, da Jovem Pan, o deputado citou outras prioridades de discussão da Casa. A cabotagem, pro exemplo, está na pauta desta quarta-feira. “Temos a autonomia do Banco Central, os projetos dos fundos públicos e a renegociação de dívidas, que podem ficar para a próxima semana”, disse.