Dólar recua com avanço da PEC Emergencial e cenário externo; Bolsa oscila

Mercado acompanha votação do texto que abre espaço para a retomada do benefício com limite de R$ 44 bilhões e travas nos gastos públicos

  • Por Jovem Pan
  • 10/03/2021 11h43 - Atualizado em 10/03/2021 15h27
PixabayDólar opera sem direção definida com mercados à espera da reunião do Fed

O mercado financeiro brasileiro recuou do clima de tensão nesta quarta-feira, 10, com a aprovação do texto-base da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) Emergencial em primeiro turno pela Câmara nesta madrugada e com o otimismo nas Bolsas internacionais com a expectativa de chancelamento do pacote de US$ 1,9 trilhão de estímulos econômicos pelo Congresso dos Estados Unidos. Próximo das 15h30, o dólar recuava 1,37%, a R$ 5,717. A moeda americana bateu máxima de R$ 5,814, enquanto a mínima não passou de R$ 5,660. O câmbio encerrou na véspera com avanço de 1,66%, a R$ 5,778. Apesar do bom humor nos mercados internacionais, o Ibovespa, referência da Bolsa de Valores brasileira, oscilava com alta de 0,21%,  aos 111.656 pontos. O sinal abriu com viés de alta, mas passou a cair e chegou aos 110 mil pontos durante o início da tarde antes de operar sem direção definida. O pregão desta terça-feira, 9, encerrou com alta de 0,65%, aos 111.330 pontos.

Após longo dia de debates, a Câmara dos Deputados aprovou em primeiro turno, com 341 votos favoráveis, 121 contrários e 10 abstenções, a PEC 186, chamada PEC Emergencial. A matéria impõe um limite de R$ 44 bilhões para o governo gastar na nova fase do auxílio emergencial. A votação do segundo turno acontece nesta quarta-feira. O relator da proposta, deputado Daniel Freitas (PSL-SC), manteve o mesmo texto que foi aprovado pelo Senado Federal. Os parlamentares estão reunidos agora para votar os dez destaques que podem trazer mudanças no texto final, como a exclusão de classes das medidas de austeridade e isenção do limite de R$ 44 bilhões do benefício. O governo federal aguarda a PEC ser aprovada também pelos deputados para então publicar a medida provisória que autoriza a retomada do auxílio emergencial. O ministro da Economia, Paulo Guedes, confirmou que as parcelas serão de R$ 175 a R$ 375, dependendo da configuração familiar, com base de R$ 250.

No cenário internacional, o Congresso dos EUA deve aprovar nesta quarta-feira o pacote de US$ 1,9 trilhão de estímulo econômico, o último passo antes do texto seguir para assinatura do presidente Joe Biden. O projeto de resgate da economia e combate à pandemia do novo coronavírus, o terceiro aprovado nos EUA desde o início da crise sanitária, há um ano, inclui novos pagamentos diretos de US$ 1,4 mil aos contribuintes que ganham menos de US$ 80 mil por ano, mais fundos para os governos estaduais e locais, vacinações e reabertura de escolas.