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Macroeconomia

Dólar sobe com PIB da China e greve de servidores no radar; Bolsa cai

Investidores analisam impactos que mobilização de funcionários públicos terão nas negociações por aumento salarial

Gabriel Bosa

Os principais indicadores do mercado financeiro brasileiro fecharam no campo negativo nesta segunda-feira, 17, em um dia de negócios limitados pelo feriado nos Estados Unidos e com a repercussão da alta do Produto Interno Bruto (PIB) da China em 2021. Na cena doméstica, investidores acompanharam dados de alta das atividades econômicas em novembro e as pressões que as mobilizações de servidores por reajustes podem ter no risco fiscal. O dólar encerrou o dia com alta de 0,24%, cotado a R$ 5,527. O câmbio chegou a bater a máxima de R$ 5,541, enquanto a mínima não passou de R$ 5,495. O Ibovespa, referência da Bolsa de Valores brasileira, fechou com queda de 0,52%, aos 106.373 pontos.

O departamento de estatísticas da China anunciou nesta manhã avanço de 8,1% da economia no ano passado, o melhor resultado em uma década. Apesar do patamar positivo, os dados também apontaram para a desaceleração da segunda maior economia do mundo no fim do ano com avanço de 4% do PIB no quarto trimestre, ante alta de 4,9% nos três meses anteriores. Também na pauta internacional, mercados em todo o mundo especulam a alta dos juros nos Estados Unidos após os últimos dados da inflação e do mercado de trabalho. A elevação da taxa deve atrair dólares para o Tesouro norte-americano, impactando na redução de investimentos em mercados mais arriscados, como os emergentes.

Na pauta doméstica, o Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), considerado a prévia do Produto Interno Bruto (PIB), registrou alta de 0,69% em novembro, o primeiro resultado positivo após três meses de queda, segundo dados divulgados pela autoridade monetária. Ainda no cenário local, investidores aguardam pelos efeitos que a paralisação de servidores nesta terça-feira, 18, terá nas negociações por reajustes salariais. A mobilização é organizada pelo Fórum Nacional Permanente de Carreiras Típicas de Estado (Fonacate), que reúne 37 entidades associativas e sindicais e representa mais de 200 mil servidores. A equipe econômica se posicionou contrária à concessão de aumentos. Análises dentro e fora do governo dão como certa a quebra do teto de gastos caso o presidente Jair Bolsonaro (PL) autorize os reajustes. A medida deve levar ao aumento da percepção de expansão dos gastos públicos, impactando diretamente na manutenção da inflação elevada e na necessidade de aperto dos juros.

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