Nove meses após tragédia, Vale tem lucro de US$ 1,65 bilhão no terceiro trimestre

  • Por Jovem Pan
  • 25/10/2019 12h06
Adriano Machado/ReutersSegundo a empresa, o prejuízo acumulado soma US$ 121 milhões, influenciado pelo rompimento da barragem

No mesmo dia em que a tragédia de Brumadinho completa nove meses, nesta sexta-feira (25), a mineradora Vale, responsável pela barragem que se rompeu na cidade – deixando 252 mortos e 19 desaparecidos até o momento – informou que registrou lucro líquido de US$ 1,654 bilhão no terceiro trimestre de 2019. No trimestre anterior, a empresa havia obtido um prejuízo de US$ 133 milhões.

A receita operacional líquida chegou a US$ 10,2 bilhões e a dívida líquida ficou em US$ 5,3 bilhões.

Segundo a empresa, o prejuízo acumulado nos três primeiros trimestres do ano soma US$ 121 milhões, influenciado principalmente pelas provisões e despesas decorrentes da ruptura da barragem de Brumadinho, que totalizaram US$ 6,3 bilhões. No terceiro trimestre, as despesas da Vale com Brumadinho foram de US$ 255 milhões.

Com isso, o Ebitda pro-forma (sigla em inglês para lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização), com a exclusão das despesas relacionadas a Brumadinho, somou US$ 4,8 bilhões no período, US$ 198 milhões acima do trimestre anterior.

Metais básicos

Por segmento, o Ebtida de ferrosos fechou o terceiro trimestre em US$ 4,6 bilhões e o de metais básicos em US$ 555 milhões. O segmento de carvão ficou com Ebtida negativo em US$ 172 milhões. A venda de minério de ferro e pelotas atingiu 85,1 milhões de toneladas, 20,2% a mais do que no segundo trimestre.

Sobre as ações em Brumadinho, após o rompimento da Barragem da Mina Córrego do Feijão, no dia 25 de janeiro deste ano, que deixou, até o momento, 250 mortos e 20 desaparecidos, a Vale informou que já foram pagos aproximadamente R$ 2,25 bilhões em acordos para indenizações civis e trabalhistas, a título de “compensações por danos materiais e morais, individuais e coletivos”.

Segundo a empresa, nove barragens de rejeitos estão sendo descaracterizadas ou reforçadas, com prazos para conclusão que variam do início de 2020 até o final de 2022.

*Com informações da Agência Brasil