Petrobras anuncia aumento na gasolina, no diesel e no gás de cozinha

Esta é a primeira alta dos combustíveis na gestão de Silva e Luna; novos preços valem a partir desta terça-feira

  • Por Jovem Pan
  • 05/07/2021 14h38 - Atualizado em 05/07/2021 17h59
Marcelo Camargo/Agência Brasil Alta dos combustíveis ocorre em meio ao encarecimento do barril de petróleo no mercado internacional Alta dos combustíveis ocorre em meio ao encarecimento do barril de petróleo no mercado internacional

A Petrobras anunciou nesta segunda-feira, 5, o aumento nos preços da gasolina, do diesel e do gás de cozinha nas refinarias. Os novos valores passam a valer nesta terça-feira, 6. A gasolina sofrerá reajuste de 6,3%, passando de R$ 2,53 o litro para R$ 2,69 (alta de R$ 0,16). Já o diesel terá acréscimo de 3,7%, de R$ 2,71 o litro para R$ 2,81 (alta de R$ 0,10). O Gás Liquefeito de Petróleo (GLP), popularmente conhecido como gás de cozinha, sofrerá reajuste de 5,9%, passando de R$ 3,40 para R$ 3,60 o quilo (alta de R$ 0,20). O aumento eleva o preço do botijão de 13 quilos de R$ 44,20 para R$ 46,80. Este é o primeiro reajuste nos combustíveis desde que o general Joaquim Silva e Luna assumiu o comando da estatal, em abril. Desde o início do ano, a gasolina acumula aumento de 46%, enquanto o diesel soma alta de 39%, e o gás de cozinha, 38%.

O reajuste ocorre em meio ao encarecimento do petróleo no mercado internacional. Em nota, a Petrobras afirma que evita fazer os repasses de forma imediata e que busca o equilíbrio com o mercado internacional e a taxa de câmbio. “O alinhamento dos preços ao mercado internacional é fundamental para garantir que o mercado brasileiro siga sendo suprido sem riscos de desabastecimento pelos diferentes atores responsáveis pelo atendimento às diversas regiões brasileiras.” A estatal também afirma que os valores praticados nas refinarias são diferentes dos expostos nas bombas de combustíveis. “Até chegar ao consumidor são acrescidos tributos federais e estaduais; custos para aquisição e mistura obrigatória de biocombustíveis no caso de gasolina e diesel; custos para envase pelas distribuidoras no caso do GLP; além dos custos e margens das companhias distribuidoras e dos revendedores.”