Prévia do PIB perde força em maio e recua 0,43%; no acumulado de 12 meses, indicador avança 1%

Índice de Atividade do Banco Central interrompe sequência postiva iniciada em abril, mas soma alta de 14,21% na comparação com o mesmo mês de 2020

  • Por Jovem Pan
  • 14/07/2021 09h30 - Atualizado em 14/07/2021 09h34
Marcello Casal Jr./Agência BrasilMercado passa a ver inflação a 6,79% em 2021 e eleva estimativa de 2022 para 3,81%

Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), considerado a prévia do Produto Interno Bruto (PIB), recuou 0,43% em maio, na comparação com o mês anterior, segundo dados divulgados nesta quarta-feira, 14. Na relação com o mesmo mês do ano passado, o crescimento foi de 14,21%. Na série dessazonalizada, o indicador somou 139,11 pontos. O resultado veio abaixo do registrado em abril, quando o indicador avançou 0,44% e registrou 139,71 pontos. No acumulado do ano, o índice apresentou crescimento de 6,6%, enquanto nos últimos 12 meses, o indicador soma avanço de 1,07%. O IBC-Br acumulou queda de 0,3% no trimestre encerrado em maio, mas em paralelo ao mesmo período de 2020, cresceu 11,66%.

O IBC-Br fechou março com queda de 1,59%, mas o acumulado elevou o índice a 2,3% no primeiro trimestre, na comparação com os três últimos meses de 2020. O mercado financeiro revisou o avanço do PIB em 2021 para alta de 5,26%, ante 5,18% estimada na semana passada, segundo dados do Boletim Focus publicados nesta segunda-feira, 12. Em junho, o Banco Central elevou a expectativa para o crescimento da economia a 4,6%, contra previsão de 3,6% em março.

O IBC-Br é visto pelos analistas como um antecedente do PIB, mesmo que a metodologia usada pelo Banco Central seja diferente da empregada pelo IBGE, responsável pela divulgação da atividade econômica nacional a cada três meses. O PIB registrou avanço de 1,2% no primeiro trimestre, segundo número divulgados em junho. Enquanto a análise do BC leva em consideração variáveis dos setores de serviço, indústria e agronegócio, o resultado do IBGE é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país. A economia brasileira teve queda histórica de 4,1% em 2020, influenciada principalmente pela pandemia da Covid-19 e a retração da economia mundial por conta das restrições na circulação de produtos e pessoas.