ELN completa 50 anos em meio a conversas para eventual processo de paz
Bogotá, 4 jul (EFE).- O Exército de Libertação Nacional (ELN), a segunda maior guerrilha da Colômbia, com cerca de 1.500 combatentes, completa 50 anos nesta sexta-feira em meio a um aumento de sua atividade armada e de conversas “exploratórias” com o governo para um eventual processo de paz.
Esta guerrilha, às vezes denominada “guevarista” por ter seu embrião na Cuba de Fidel Castro e Ernesto Che Guevara e também inspirada na Teologia da Libertação, foi fundada no dia 4 de julho de 1964 nas montanhas de Santander, no nordeste da Colômbia.
Hoje, o ELN o celebra seu 50º aniversário com uma “campanha político-militar”, que implicou em uma espiral de violência contra a infraestrutura petrolífera e com ataques à polícia em Bogotá e Medellín nas últimas semanas.
Nesta manhã, rebeldes abandonaram um veículo carregado com explosivos e com uma bandeira e a siglas do ELN na estrada Pan-Americana no departamento do Cauca (sudoeste), enquanto nas regiões do norte rege uma “paralisação armada” desde esta quinta-feira e até 6 de julho.
Segundo a guerrilha, a paralisação, na qual o grupo ilegal restringe, sob ameaças de ataque, a mobilidade de pessoas e veículos pelas estradas, terá aplicação “em vias, transporte e comércio” em Arauca, Boyacá, Casanare, Santander e Norte de Santander, departamentos próximos à fronteira com a Venezuela.
Esta guerrilha mantém sua maior atividade nas regiões de Arauca e do Catatumbo, ambas fronteiriças com a Venezuela e ricas em recursos petroleiros, principal bandeira de luta dos “elenos” que fustiga quase diariamente o oleoduto Cano Limón-Coveñas.
A expectativa é que durante a jornada, o comandante do ELN, Nicolás Rodríguez Bautista, conhecido como “Gabino”, faça uma declaração.
Esta espiral acontece ao mesmo tempo em que o ELN mantém diálogos exploratórios com o governo de Juan Manuel Santos para iniciar um processo de paz semelhante ao que o Executivo já negocia com as Farc desde novembro de 2012, e que entra em sua reta final. EFE
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