Esquema no Porto de Santos moveu R$ 100 mi em 10 anos, diz PF
Uma Operação da Polícia Federal realizada nesta quinta-feira (22) prendeu o ex-deputado Marcelo Squassoni, suspeito de fraudar licitações e contratos públicos na Codesp, a Companhia Docas do Estado de São Paulo, que administra o Porto de Santos. Segundo as investigações, o esquema causou prejuízo de mais de R$ 100 milhões à companhia.
As irregularidades teriam ocorrido quando Squassoni era o presidente da Câmara dos Vereadores do Guarujá. Ele teria recebido R$ 1,6 mil entre propinas e empréstimos concedidos por empresas envolvidas.
Além do ex-deputado, mais 18 pessoas foram presas. De acordo com os investigadores, o esquema de corrupção no Porto de Santos durou mais de 10 anos.
A operação, chamada de Círculo Vicioso, é uma segunda fase da Operação Tritão, iniciada em outubro do ano passado para apurar irregularidades em contratos da Codesp.
O procurador da República, Thiago Lacerda Nobre, explica que a operação teve apoio da atual gestão da companhia que apontou novos indícios de fraudes. “Um esquema que se utilizava para o desvio de dinheiro, para o acréscimo de valores nos contratos era a realização de aditivos, que, em valores, acabavam por acrescer valores que não estariam ali em condições normais e, com isso, aumentar a caixa para pagamento de propina de agentes públicos.”
Ao todo, foram cumpridos 21 mandados de prisão e 24 de busca e apreensão em cidades do estado de São Paulo, Rio de Janeiro e Ceará. Os investigados responderão pelos crimes de organização criminosa, associação criminosa, fraude a licitações, corrupção ativa e passiva.
*Com informações da repórter Natacha Mazzaro
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