EUA condenam sequestro de cristãos assírios pelo EI e exigem sua libertação

  • Por Agencia EFE
  • 25/02/2015 09h10
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Washington, 25 fev (EFE).- O governo dos Estados Unidos condenaram os ataques do grupo jihadista Estado Islâmico (EI) contra cristãos assírios sequestrados na província de Al Hasaka, no nordeste da Síria, e pediram sua libertação incondicional.

“Os ataques do EI contra minorias religiosas não fazem mas que comprovar seu tratamento brutal e desumano contra quem não compartilha seus objetivos divisores e crenças tóxicas”, disse a porta-voz do Departamento de Estado, Jen Psaki, em uma nota divulgada na terça-feira.

O EI “contínua atacando inocentes de todas as religiões, e a maioria de suas vítimas foram muçulmanos”, acrescentou.

“Tragicamente, os sírios não estão ameaçados somente pela violência grotesca do EI e sua repressiva ideologia, mas também pela incessante campanha do terror do regime de Bashar al Assad. Como o EI, este regime mostra com seus crimes um completo desprezo pela vida humana”, afirmou.

Em Al Hasaka habita a maior parte dos assírios da Síria, um grupo étnico de maioria cristã que também vive no Iraque e Turquia.

Antes do início do conflito na Síria, em março de 2011, havia 200 mil assírios no país, mas agora só restam entre 15 e 20 mil, segundo dados fornecidos para a Agência Efe pelo presidente do Movimento Patriótico da Assíria, Ashur Girwargis.

Seu idioma, o assírio, é uma mistura de acadio, uma antiga língua de Mesopotâmia, e aramaico, que também se usa na liturgia.

Os assírios são cristãos e seguem as igrejas caldeia, siríaco-ortodoxa e a assíria do oriente.

O sequestro coincide com uma ofensiva das Unidades de Proteção do Povo -milícias curdo sírias- para tomar do EI regiões ricas em petróleo e gás de Al Hasaka.

Os assírios vivem em cerca de trinta povoados na margem sul do rio Jabur, em Al Hasaka, enquanto os curdos habitam o lado norte. EFE

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