EUA e Cuba falarão sobre serviço aéreo na próxima semana em Havana

  • Por Agencia EFE
  • 22/09/2015 19h21
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Washington, 22 set (EFE).- Estados Unidos e Cuba manterão na próxima semana em Havana suas primeiras conversas formais sobre a normalização do serviço aéreo entre ambos países, um passo muito esperando pelas grandes companhias aéreas americanas, confirmou nesta terça-feira à Agência Efe uma fonte oficial.

As conversas ocorrerão entre os dias 28 e 29 de setembro na capital cubana, segundo afirmou um funcionário americano, que pediu anonimato.

Embora os dois países já tenham falado várias vezes sobre a necessidade de abordar o tema, estas são “as primeiras conversas técnicas centradas especificamente na aviação civil”, acrescentou a fonte.

Os americanos não têm permissão para viajar para Cuba como turistas por conta do embargo econômico imposto por Washington a Havana.

Portanto, caso sejam estabelecidos voos comerciais, as viagens seguirão limitadas às 12 categorias de americanos que agora podem solicitar ida para Cuba, enquanto o Congresso não levantar o veto ao turismo regular.

Segundo o Departamento de Estado, as viagens desde os Estados Unidos a Cuba já aumentaram 35% desde janeiro, e estabelecer voos comerciais proporcionaria mais opções aos viajantes que têm permissão para visitar a ilha.

No mês passado, o jornal “The Wall Street Journal” informou que o governo americano trabalhava com as autoridades cubanas para alcançar um acordo que permita estabelecer voos comerciais regulares entre Estados Unidos e Cuba a partir de dezembro.

A Casa Branca garantiu então que não havia nenhum prazo fixado para atingir esse objetivo, mas que seguia explorando “várias opções” para aumentar o comércio e os voos com Cuba.

Na sexta-feira, o Executivo americano anunciou novas normas que permitem viajar para Cuba familiares próximos de viajantes autorizados, entre outras novidades.

Muitas companhias aéreas americanas, como American Airlines e JetBlue, desejam estabelecer linhas regulares entre os dois países e pressionam as autoridades para que as restrições sejam levantadas.

Algumas já estão há anos voando à ilha, mas operando voos em nome de companhias charter, como American Airlines, que prevê fechar o ano com cerca de 1.200 voos charter a Cuba, 9% a mais que em 2014.

Desde que foi anunciado em dezembro de 2014 o processo de normalização das relações, multiplicaram os voos diretos entre o sul da Flórida e Havana, e desde outras cidades como Nova York, Boston e Chicago. EFE

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