Ex-assessor de Trump revela lobby para Turquia antes das eleições

  • Por Estadão Conteúdo
  • 10/03/2017 12h16
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SBM10 NORTH CHARLESTON (ESTADOS UNIDOS), 17/02/2017.- El presidente de EE.UU., Donald J. Trump, pronuncia su discurso durante la presentación del avión 787-10 del fabricante Boeing en su planta de North Charleston, Estados Unidos, hoy 17 de febrero de 2017. El avión se lanzará al mercado el 2018. EFE/Stephen B. Morton EFE/Stephen B. Morton Donald Trump EFE

A Casa Branca negou nesta sexta-feira que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sabia que seu ex-assessor para segurança interna, Michael Flynn, havia trabalhado para promover interesses do governo da Turquia antes de escolhê-lo para o cargo.

Os comentários chegam dois dias depois que Flynn e sua firma, a Flynn Intel Group, registrou no Departamento de Justiça que haviam trabalhado para uma empresa de um agente turco com ligações com o governo em Ancara. Ontem, o vice-presidente Mike Pence afirmou que a notícia “é uma confirmação de que o presidente agiu bem em pedir que Flynn renunciasse ao cargo”.

Questionado sobre o assunto, o porta-voz de Trump, Sean Spicer afirmou que não sabia que Flynn havia recebido para ajudar o governo turco.

Nos documentos enviados para o Departamento de Justiça, Flynn afirmou que sua empresa recebeu US$ 530 mil para um trabalho de lobby em favor da Inovo, uma companhia baseada na Holanda cujo dono é o empresário turco Ekim Alptekin. Em entrevista para a Associated Press, Alptekin afirmou que Flynn revelou o fato após pressão de autoridades do Departamento de Justiça.

Esta é a primeira vez que Flynn, que saiu do governo em meio a acusações de envolvimento com autoridades russas, admite ter trabalhando para promover interesses estrangeiros no país.

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