Familiares recorrem à internet para encontrar vítimas de incêndio em Londres

  • Por EFE
  • 15/06/2017 08h41 - Atualizado em 29/06/2017 00h26
FA001 LONDRES (REINO UNIDO) 14/06/2017.- Bomberos trabajan en las labores de extinción del incendio declarado en la Torre Grenfell en Lancaster West Estate en Londres (Reino Unido) hoy, 14 de junio de 2017. Al menos 30 personas han resultado heridas en el incendio de una torre residencial de 27 plantas, en el centro-oeste de Londres, que han sido trasladadas a cinco hospitales de la capital británica, informó hoy el servicio de ambulancias. EFE/Facundo ArrizabalagaIncêndio em Londres - EFE

Familiares das vítimas do incêndio em um prédio residencial em Londres, no Reino Unido, estão recorrendo às redes sociais nesta quinta-feira em uma tentativa de localizar seus entes queridos que continuam desaparecidos após o incidente, onde pelo menos 17 pessoas morreram.

As plataformas Facebook e Twitter estão lotadas de pedidos desesperados de pessoas em busca de notícias de alguns dos moradores do edifício de 24 andares que ardeu em chamas na quarta-feira, sem que ainda se saiba o motivo do incêndio.

O deputado trabalhista David Lammy, do distrito londrino de Tottenham, postou no Twitter uma mensagem solicitando qualquer informação sobre Khadija Saye, uma fotógrafa de 24 anos que vivia no imóvel e que teve seu trabalho exposto recentemente na Bienal de Veneza.

Já o cidadão Adam Smith também recorreu ao Twitter em busca de informações sobre sua mãe, a octogenária Sheila, que vivia no apartamento 132 do edifício incendiado, e de quem não têm notícias desde o acidente.

No Facebook, amigos e familiares de outro morador da torre, Tony Disson, fizeram um apelo para tentar localizá-lo. Seu filho, Lee, escreveu: “se alguém viu meu pai, Tony Disson, por favor, entre em contato. O meu coração está com todas as pessoas da Grenfell Tower”.

A família da estudante Jessica, de 12 anos, que também está desaparecida desde o incêndio, tenta encontrar a menina, que acabou se separando de seus familiares durante o incêndio.

Sua tia, Ana Ospina, disse para veículos da imprensa britânica que percorreu os hospitais de Londres, onde os feridos estão sendo tratados, em busca de sua sobrinha, que foi aparentemente levada pelos médicos em uma ambulância.

Os bombeiros de Londres, por sua vez, mobilizaram mais de 250 efetivos para os trabalhos de resgate e extinção das chamas e admitiram nesta quinta-feira (15) que “desconhecem” o número exato de desaparecidos pelo incêndio.

Os bombeiros também afirmaram que não têm mais esperanças de encontrar alguém com vida no interior do imóvel incendiado.

O fogo começou por volta das 0h15 GMT de quarta-feira (21h15 de Brasília da terça-feira), 17 pessoas morreram e 34 estão hospitalizadas, 17 delas em estado crítico, de acordo com os serviços de emergência.

No edifício, que possuía 120 apartamentos, viviam entre 400 e 600 pessoas, muitas delas famílias jovens.