Farc se comprometem a romper relação com o narcotráfico quando houver acordo
Havana, 16 mai (EFE).- As Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) se comprometeram nesta sexta-feira a romper “qualquer relação” com o narcotráfico quando houver um acordo de paz que dê fim ao conflito colombiano, e a contribuir para a solução definitiva do problema das drogas ilegais na Colômbia.
O compromisso das Farc foi anunciado como parte do “acordo sobre drogas ilícitas” feito nesta sexta-feira em Havana entre os negociadores do governo colombiano e da guerrilha, o terceiro que as partes selam desde que começaram os diálogos de paz, em 2012.
Os detalhes do consenso foram revelados hoje por representantes dos países apoiadores do processo, Cuba e Noruega, em um ato formal no Palácio de Convenções de Havana ao qual foram os negociadores do governo e do grupo rebelde.
Segundo o combinado, as Farc se comprometem a “contribuir de forma efetiva com a maior determinação e de diferentes formas e mediante ações práticas para a solução definitiva ao problema das drogas ilícitas, e em um cenário de fim do conflito, de pôr fim a qualquer relação, que em função da rebelião, se tivesse apresentado com esse fenômeno”.
Pela parte do governo, ficou estabelecida a disposição de “intensificar e enfrentar de maneira decidida a luta contra a corrupção nas instituições” e liderar um processo nacional eficaz que rompa qualquer relação do flagelo “com os diferentes âmbitos da vida pública”.
Com esse “firme compromisso”, os negociadores construíram um acordo parcial que abrange assuntos como os programas de substituição de cultivos de uso ilícito, os programas de prevenção do consumo e da saúde pública, e o problema da produção e comercialização de narcóticos.
O chefe negociador das Farc, conhecido como “Ivan Márquez”, conhecido como de Luciano Marín Arango, afirmou em uma declaração lida para os jornalistas que fora do convênio ficaram “assuntos pendentes” como uma nova política criminal e a suspensão das aspersões aéreas com agentes químicos.
Márquez manifestou que essas “ressalvas” deverão ser resolvidas antes da assinatura de um acordo final do processo, mas ressaltou que o convênio anunciado hoje está “cortando caminho” rumo à paz na Colômbia.
O chefe de negociação do governo, o ex-vice-presidente Humberto de la Calle, descreveu o consenso desta sexta-feira como “um marco importante” dentro das conversas.
O ponto de drogas e narcotráfico é o terceiro assunto debatido na mesa de negociação de Havana, que já alcançou acordos parciais sobre o problema agrário e de participação política. EFE
arj/tr
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