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Febraban considera erro do governo liberar bets

O presidente da entidade, Isaac Sidney, argumentou que, embora a abertura financeira seja positiva para o país, ela veio acompanhada da proliferação de instituições vulneráveis

Nátaly Tenório

Isaac Sidney, presidente da Febraban
53640745616_2223b5c1b9_h Divulgação/Febraban

A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) manifestou publicamente sua desaprovação à maneira como o governo federal liberou as apostas esportivas, conhecidas como “bets“. Durante um evento sobre a prevenção à lavagem de dinheiro, o presidente da entidade, Isaac Sidney, classificou a decisão como um “erro” do Estado, apontando para o aumento da vulnerabilidade do sistema financeiro a atividades ilegais.

Sidney argumentou que, embora a abertura financeira seja positiva para o país, ela veio acompanhada da proliferação de instituições vulneráveis. Ele destacou que as apostas esportivas ilegais representam uma fragilidade que precisa ser combatida de forma direta e enérgica. “O Estado, na minha avaliação, errou bem a mão ao legalizar os jogos, mas legalizou”, afirmou, ressaltando a necessidade de fortalecer os laços para diferenciar as operações legais das ilegais.

A preocupação com o uso do sistema financeiro para crimes foi reforçada pela menção a uma recente operação policial que teve como alvo empresas na região da Faria Lima, em São Paulo, associadas ao crime organizado. Segundo a reportagem, essa ação evidencia a urgência de uma maior integração entre o poder público e o setor privado para coibir a lavagem de dinheiro.

Em agosto, o Ministério Público de São Paulo, a Receita Federal e a Polícia Federal deflagraram as operações Carbono Oculto, Tanque e Quasar, que investigaram instituições financeiras e fundos de investimento suspeitos de serem usados para legalizar recursos de origem criminosa.

Corroborando a necessidade de cooperação, o presidente do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), Ricardo Saadi, defendeu a união entre os setores público e privado. “É extremamente importante a parceria público-privada. O setor público sozinho não tem efetividade, o setor privado sozinho não tem efetividade. Se nós não trabalharmos juntos em parceria, nós não teremos sucesso”, pontuou.

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As declarações foram feitas durante o 15º Congresso de Prevenção à Lavagem de Dinheiro e ao Financiamento do Terrorismo, promovido pela Febraban em São Paulo. O evento discutiu o uso da tecnologia para modernizar os mecanismos de controle e monitoramento no sistema financeiro.

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