Franquias de saúde, beleza e bem-estar registram crescimento de 12,7% no 1º trimestre de 2021
Em janeiro deste ano, Cristina Tabare Leite decidiu apostar em um novo empreendimento e abriu uma franquia de uma rede de clínicas de estética. Apesar da inauguração ainda em tempos de pandemia, a empresária conta que não teve problemas — o espaço, que fica na Zona Oeste de São Paulo, está fazendo sucesso. “Supera a nossa expectativa para quatro meses de abertura de um negócio. A nossa percepção é que as pessoas, elas não deixam de se cuidar. Talvez estar em casa, não poder viajar, não poder frequentar locais com aglomerações, faz com que as pessoas destinem parte do orçamento para cuidar da autoestima. Algumas das nossas pacientes vem à procura de um tratamento de terço superior, que acaba sendo que fica mais exposta durante essa fase de uso constante das máscaras. Então ruga da testa, pé de galinha ao redor dos olhos.” Alguns segmentos de franquias permanecem em alta mesmo na pandemia. Um deles é o de saúde, beleza e bem-estar, que registrou crescimento de 12,7% no 1º trimestre de 2021 segundo uma pesquisa da Associação Brasileira de Franchising.
A expansão vai na contramão do setor de franquias do país, que recuou 4%, na comparação com o mesmo período de 2020. A diretora executiva da ABF, Silvana Buzzi, explica que os bons resultados são uma combinação das estratégias com o momento de isolamento. “Esse aumento considerável vem muito das ações que foram tomadas pelo próprio segmento, um segmento que já era de certa forma digital — mas se intensificou. É um segmento que criou novos produtos e novos pacotes de serviços e, principalmente, é o que ficou mais próximo ainda dos seus clientes. Em relação ao segmento de saúde, beleza e bem-estar, a gente viu, por exemplo, que aumentou o número de procura por procedimentos estéticos mais invasivos. Eles precisam que as pessoas fiquem um tempo mais dentro de casa, em recuperação. Isso ajudou com que os números do setor fossem melhores.” Além das franquias de beleza, outros setores registraram desempenho positivo, segundo o estudo da ABF. Casa e construção, por exemplo, teve crescimento de 36,5%, também influenciado pelo maior tempo da população em casa. Já o segmento de limpeza e conservação obteve, alta de 6,6%.
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*Com informações da repórter Beatriz Manfredini
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