Fuzileiros navais de 1961 entregam bandeira dos EUA hasteada em Havana

  • Por Agencia EFE
  • 14/08/2015 13h18
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Havana, 14 ago (EFE).- Os três fuzileiros navais que retiraram em 1961 a bandeira dos Estados Unidos da embaixada de Havana foram os responsáveis nesta sexta-feira por entregá-la na cerimônia de hasteamento presidida pelo secretário de Estado americanos John Kerry.

“Convido-os em nome do presidente Obama e do povo americano para cumprir seu compromisso apresentando a bandeira de listras e estrelas para ser içada”, disse Kerry aos fuzileiros navais, para em seguida escutarem o hino americano em Havana.

Larry Morris, Mike East e Jim Tracey, todos septuagenários, entregaram a bandeira aos jovens fuzileiros navais encarregados de colocá-la no mastro e hasteá-la.

O chefe da diplomacia americana lembrou a promessa que Morris, East e Tracey fizeram em 1961 de retornar à capital cubana “e hastear a bandeira sobre a Embaixada dos Estados Unidos que arriaram naquele dia de janeiro tão distante”.

“Larry, Jim, Mike. É o momento de pronunciar as palavras que fariam orgulhoso qualquer diplomata assim como a qualquer membro do Corpo de fuzileiros navais dos Estados Unidos: Promessa feita, promessa cumprida”, disse Kerry.

Os veteranos fazem parte da delegação composta por 20 funcionários e legisladores americanos que acompanha Kerry, o primeiro chefe da diplomacia americana a visitar Cuba em 70 anos, na abertura formal da embaixada em Havana, que voltou a funcionar em 20 de julho.

Os três fuzileiros navais etrabalhavam na segurança da missão diplomática em Cuba em 4 de janeiro de 1961, quando o suboficial a cargo pediu voluntários para arriar a bandeira pela última vez, antes de deixar a ilha e fechar a embaixada.

A tarefa recaiu sobre Jim Tracey, o guarda de maior categoria na embaixada naquele momento; Morris, um soldado que hoje tem 75 anos; e East, de 76, um cabo que se tornou sargento de artilharia.

A histórica cerimônia de hasteamento da bandeira americana na capital cubana aconteceu oito meses depois do começo do degelo entre os dois países, diplomaticamente rompidos há mais de 50 anos. EFE

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