Impeachment de Trump conclui primeiras audiências e deve entrar em nova fase
A quinta-feira (21) marcou o último dia de audiências no inquérito de impeachment contra Donald Trump – pelo menos até agora. Os comitês da Câmara dos Deputados dos Estados Unidos que estão à frente do processo devem decidir se vão convocar novas testemunhas para prestar depoimentos, ou se já passam para a fase de análise do que conseguiram com as audiências.
Se os comitês decidirem que há indícios suficientes de irregularidades para seguir com o processo de impeachment, então uma votação de maioria simples em toda a Câmara resolve se os deputados vão recomendar ou não os artigos de impeachment ao Senado, dando início a um novo julgamento.
Nesta última semana, os comitês ouviram testemunhas em audiências públicas que foram televisionadas para todo o país.
Na terça-feira, em uma audiência que durou quase 12 horas, falaram o tenente-coronel Alexander Vindman, especialista em Ucrânia no Conselho Nacional de Segurança, Jennifer Williams, uma conselheira para assuntos europeus, o ex-enviado especial dos Estados Unidos à Ucrânia, Kurt Volker, e Tim Morrison, um ex-funcionário do Conselho Nacional de Segurança.
Alexander Vindman e Jennifer Williams disseram que ouviram a ligação telefônica entre Donald Trump e o presidente ucraniano Volodimir Zelensky do dia 25 de julho que está no centro do impeachment, e acharam a conversa imprópria.
De acordo com Vindman, o presidente dos Estados Unidos pediu para que um governo estrangeiro investigasse um cidadão norte-americano e adversário político.
Uma das principais audiências de todo o inquérito aconteceu na quarta-feira, quando o embaixador dos Estados Unidos na União Europeia, Gordon Sondland, prestou depoimento.
Ele disse que ele é outros oficiais obedeceram a ordens de Donald Trump para pressionar o presidente da Ucrânia a realizar a investigação sobre Joe Biden, apesar de ter dito que nunca recebeu as ordens diretamente de Trump.
Sondland também indicou que Trump teria condicionado a liberação de ajuda militar e financeira à Ucrânia e até mesmo uma visita do presidente ucraniano à Casa Branca à realização de investigações sobre Joe Biden.
Donald Trump continua negando todas as acusações. Em uma entrevista à Fox News na sexta-feira, ele voltou a dizer que a intenção da investigação era apenas combater a corrupção na Ucrânia, e que não houve pressão sobre o presidente ucraniano.
Um porta-voz da Casa Branca também divulgou um comunicado dizendo que Trump quer um julgamento no Senado, pois sente que é o único órgão que vai ser justo e seguir a Constituição.
Segundo este comunicado, Trump também espera que outras testemunhas realmente envolvidas em atos de corrupção sejam ouvidas, como o democrata Joe Biden e o filho Hunter, e o presidente do Comitê de Inteligência da Câmara dos Deputados, Adam Schiff.
O senado norte-americano tem maioria republicana, ou seja, do partido do presidente. Para que Trump seja removido do cargo, é preciso que pelo menos 2/3 dos senadores votem pela saída dele.
*Com informações da repórter Mariana Janjácomo
Assuntos
continue lendo
Mundo
Trump descarta transmitir execução de condenado por massacre
'A execução poderá ser presenciada pessoalmente pelos familiares diretos das vítimas, se assim o desejarem', acrescentou o presidente
- ‘Bondades’ anunciadas por Lula em 2026 somam até R$ 178,1 bilhões ao ano Jovem Pan · há 20 horas
- Trump diz que Groenlândia tem maior reserva de petróleo do mundo e que ela será explorada Estadão Conteúdo · há 2 dias
- Eleições 2026: mais de 33,4 milhões de brasileiros deixaram de votar no 1º turno Jovem Pan · há 2 semanas
- Allyson Bezerra e Cadu Xavier vão para o 2º turno pelo governo do RN Júlia Lara · há 2 semanas