João Doria afirma que Brasil não deve considerar reciprocidade com EUA, mas buscar soluções diplomáticas
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, isentou 75% dos minérios exportados pelo Brasil de uma sobretaxa. A medida foi discutida em um debate promovido pelo LIDE (Grupo de Líderes Empresariais) em São Paulo, que analisou as consequências e os novos rumos para a indústria de mineração do país. Uma extensa lista de minérios, com diversas especificações, foi liberada da tarifação de 50% que foi imposta por Trump a produtos brasileiros. O Brasil, que ocupa a segunda posição mundial em reservas de terras raras, atrás apenas da China, vê a decisão como um momento crucial.
O vice-presidente do Instituto Brasileiro de Mineração (IBRAM), Fernando Azevedo e Silva, explicou que o setor vive um período decisivo devido ao cenário geopolítico. “A gente vê as negociações geopolíticas de países importantes em relação a minerais críticos e estratégicos, em relação a terras raras… E o Brasil é player em mineração”, afirmou.
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O ex-governador de São Paulo, João Doria, que também participou do debate, falou sobre a importância da reação interna dos importadores americanos. Segundo ele, os setores estratégicos americanos que utilizam o minério brasileiro são contra a aplicação das tarifas. Doria também apontou uma falha na diplomacia do governo Trump, que até o momento não nomeou um embaixador para o Brasil. “Estamos sem embaixador americano no Brasil. É um fato que poucas pessoas lembram… Desde o início do governo Trump não houve a indicação do embaixador americano no Brasil e não há sinais de que isso possa acontecer”, comentou. Doria concluiu que, diante do cenário, o país brasileiro não deve considerar a reciprocidade, mas sim buscar soluções através da diplomacia para alcançar um entendimento benéfico para o setor.
*Com informações de Daniel Lian
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*Reportagem produzida com auxílio de IA