Justiça decreta nova prisão preventiva de réus que ameaçaram Alexandre de Moraes
Réus que ameaçaram ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), tem prisão preventiva decretada. Antônio Carlos Bronzeri, de 64 anos, e Jurandir Pereira Alencar, 58 anos, participaram de manifestação na porta da residência de Moraes, em São Paulo, no mês de maio e ficaram presos por 49 dias. Em 5 de julho, houve a reversão para domiciliar. No entanto, por decisão da juíza federal Barbara de Lima Iseppi, a Justiça revogou a medida após os réus descumprirem as determinações e não serem localizados em seus endereços. A 4ª Vara Federal Criminal de São Paulo decretou nova prisão preventiva dos dois acusados, pelos crimes de injúria, difamação e ameaça.
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Segundo a denúncia, os acusados convocaram uma manifestação pelas redes sociais contra o veto de Alexandre de Moraes à nomeação de Alexandre Ramagem, assinada pelo presidente Jair Bolsonaro, para a direção da Polícia Federal. A dupla e outras 15 pessoas protestaram em 3 de maio na porta da residência do ministro. Inicialmente, o processo tramitou na esfera estadual e, posteriormente, ao ser redistribuído para a Justiça Federal, foi decretada a prisão domiciliar dos acusados, bem como determinado que se abstivessem de se manifestar a respeito do ministro publicamente, seja por meios físicos ou virtuais, de forma escrita ou oral, enquanto durasse o processo, sob pena de decretação imediata de prisão preventiva. A 4ª Vara Federal Criminal determinou a citação dos réus para o prosseguimento da ação, mas após várias diligências nos endereços e telefones informados, nenhum dos dois foi localizado. Em sua manifestação, o Ministério Público Federal requereu a decretação da prisão preventiva por violação às regras da prisão domiciliar, pois ambos deixaram suas residências sem autorização judicial.
*Com informações do repórter Marcelo Mattos