Luciana Genro declara neutralidade, mas recomenda não votar em Aécio
São Paulo, 8 out (EFE).- Luciana Genro, do PSOL, que teve 1,55% de votos no primeiro turno das eleições no último domingo, declarou nesta quarta-feira neutralidade no segundo turno, mas recomendou aos militantes que não votem em Aécio Neves (PSDB), candidato da oposição enfrenta a presidente Dilma Roussef (PT) no próximo dia 26.
“Não irei declarar meu voto. O PSOL não apoia nenhuma candidatura”, disse Luciana em entrevista coletiva em São Paulo.
A candidata aconselhou os militantes do PSOL a “votarem em branco, anularem ou (votarem) em Dilma”.
Sobre Aécio, Luciana disse que seu partido, “em hipótese alguma dará um voto ou qualquer tipo de apoio a ele. Não temos absolutamente nada em comum com Aécio Neves, que representa o retrocesso”.
No primeiro turno das eleições presidenciais, Dilma Rousseff teve 41,59% dos votos, Aécio Neves ficou em segundo com 33,55%, Marina Silva (PSB) em terceiro com 21,32%.
O PSOL assinalou em comunicado que “um segundo turno, quando não nos sentimos representados nele, é muitas vezes mais de veto que de voto”.
“Entendemos que Aécio Neves, PSDB e aliados são os representantes mais diretos dos interesses da classe dominante e do imperialismo na América Latina”, acrescentou a nota.
Mas o partido, formado por dissidentes do PT no início dos anos 2000, indicou que “é necessário também afirmar que, diante do que foi seu governo e a campanha eleitoral, Dilma está distante do desejo de mudanças que tomou as ruas ano passado”.
A afirmação é uma referência aos protestos que sacudiram ao Brasil em junho de 2013, que começaram como manifestações contra o reajuste da tarifa do transporte público em São Paulo e se expandiram para diversas reivindicações sociais em todo o país. EFE
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