Maia explica por que não abriu processo de impeachment contra Bolsonaro: ‘Não vi motivação’
Rodrigo Maia, em entrevista ao Jornal da Manhã, da Jovem Pan, nesta quarta-feira (5), afirmou que “não viu motivação” para acatar alguns dos diversos pedidos de impeachment que recebeu nos últimos meses contra o presidente Jair Bolsonaro. De acordo com o presidente da Câmara, o processo é um “julgamento político” e é necessário “separar o que é crime comum do que é crime de responsabilidade, além de saber separar narrativas”. “O que eu digo é que não vi motivação para tomar a decisão a favor de um processo de impeachment. Eu e Bolsonaro temos apenas uma relação de respeito, mas de muitas críticas, especialmente nos últimos meses, mas não vou usar a presidência da Câmara como esse instrumento. Quem critica, precisa escolher a narrativa. Até sobre Dilma Rousseff: Ou foi golpe ou não foi golpe. Por que pressionam tanto? A narrativa precisa ser melhor organizada. Essa questão está cada vez mais provada que é política e não entendo que deva tomar uma decisão agora.”
Para Maia, diante da pandemia do novo coronavírus, o Congresso precisa focar em medidas de combate contra a Covid-19. “Eu teria que encaminhar para o indeferimento e geraria debate no Plenário e deixaríamos de tratar da pandemia, que é prioridade. Transformaríamos o Plenário em um conflito político permanente enquanto estamos chegando a 100 mil mortos. (…) Eu sempre disse que não era o momento, sempre disse que não era a hora. Devemos continuar fazendo o que estamos fazendo, cuidando dos projetos que podem minimizar o impacto da pandemia.”
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Possível candidatura em 2022?
Quando questionado a respeito de uma possível candidatura à Presidência em 2022, o deputado foi honesto:”Todo político sonha em chegar à presidência da República, eu tenho [este sonho], mas acho que o meu perfil seria melhor para um ambiente em outro sistema de governo que a sociedade brasileira ainda não apoia e demorará a defender: o parlamentarismo, que acho mais estável do que o presidencialismo.” Ele ainda fez uma ressalva: “Reconheço que tenho liderança dentro da câmara e posso ajudar a construir um candidato do centro, diante da polarização, para um estado moderno com serviço público de melhor qualidade.”
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