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Mauro Cid relembra regime militar em mensagens sobre suposto golpe de Estado

Polícia Federal teve acesso a conversas nas quais o ex-ajudante de ordens de Bolsonaro era um dos participantes

Felipe Cerqueira

O tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens do ex-presidente Jair Bolsonaro, deixa a sede da Polícia Federal em Brasília
PF informa a Moraes 'omissões e contradições' de Cid que podem derrubar delação WILTON JUNIOR/ESTADÃO CONTEÚDO

O relatório da Polícia Federal tornado público após a retirada do sigilo pelo ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes trouxe à tona revelações sobre uma suposta tentativa de golpe no Brasil. Há no documento uma menção ao regime militar, em conversa na qual aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro estariam guardando um decreto para dar início a um golpe de Estado. Em um dos trechos, são citadas mensagens trocadas entre os envolvidos, nas quais Mauro Cid faz referência à ditadura, afirmando que “em 64 não precisou de ninguém assinar nada”.

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Essa declaração sugere uma tentativa de justificar ou legitimar ações golpistas sem a necessidade de formalidades legais. Outro participante da suposta trama responde a essa mensagem dizendo que “[nós, os militares] fomos covardes”. A investigação da Polícia Federal concluiu que a tentativa de golpe não se concretizou devido à falta de apoio do alto comando do Exército. Este fator foi crucial para impedir que o plano avançasse. A PF indiciou 37 pessoas, organizadas em seis núcleos.

*Com informações de Aline Becketty

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*Reportagem produzida com auxílio de IA