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Ministério Público de Minas Gerais denuncia empresário que matou gari e cita arma ilegal

De acordo com o órgão, o crime foi motivado por razões fúteis; esposa de Renê da Silva, a delegada Ana Paula, foi indiciada pela corregedoria da Polícia Civil de Minas Gerais por prevaricação

Fernando Keller

À esquerda, Laudemir de Souza Fernandes, gari assassinado em rua de Belo Horizonte; à direita, Renê da Silva Nogueira Júnior, o suspeito
À esquerda, Laudemir de Souza Fernandes, gari assassinado em rua de Belo Horizonte; à direita, Renê da Silva Nogueira Júnior, o suspeito Reprodução/Redes Sociais

O Ministério Público de Minas Gerais apresentou uma denúncia formal contra o empresário Renê da Silva, acusado de assassinar o gari Laudemir Fernandes em Belo Horizonte. De acordo com o órgão, o crime foi motivado por razões fúteis, o que agrava a situação do acusado. Renê, que confessou o homicídio, teria tentado enganar as autoridades ao solicitar que sua esposa, a delegada Ana Paula Lamego Balbino Nogueira, entregasse uma arma diferente da utilizada no crime, com o objetivo de confundir a perícia. A promotoria solicitou que Renê seja julgado pelo Tribunal do Júri e, em caso de condenação, pague uma indenização de pelo menos R$ 150.000 à família da vítima por danos morais e materiais.

Além das acusações contra Renê, a delegada Ana Paula foi indiciada pela corregedoria da Polícia Civil de Minas Gerais por prevaricação. Este crime, conforme descrito no Código Penal, refere-se a retardar ou deixar de praticar um ato de ofício ou praticá-lo contra a disposição expressa de lei para satisfazer interesse ou sentimento pessoal. A Polícia Civil informou que a corregedoria concluiu e enviou à justiça o inquérito policial que apurou os fatos relacionados à morte do gari, resultando no indiciamento da delegada por suposta prática de prevaricação.

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O caso, que completou 30 dias, continua a ter desdobramentos significativos. O Ministério Público de Minas Gerais e a Polícia Civil se posicionaram firmemente sobre as acusações contra Renê Júnior e sua esposa, destacando a gravidade das ações cometidas. A investigação segue em andamento, e novas informações podem surgir à medida que o processo avança.

Com informações de Rodrigo Costa

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*Reportagem produzida com auxílio de IA