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AIEA pede acesso às instalações nucleares do Irã para avaliar reservas de urânio altamente enriquecido

Diretor-geral da Agência Internacional de Energia Atômica, Rafael Grossi, solicitou que inspetores 'retornem ao local e façam um balanço sobre os estoques de urânio, especialmente dos 400 kg enriquecidos a 60%'

Victor Trovão

Rafael Grossi, Diretor-Geral da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), tomou assento na reunião do Conselho de Governadores da AIEA na sede da agência em Viena, Áustria, em 16 de junho de 2025. Em 19 de junho de 2025, o Irã acusou o órgão de vigilância nuclear da ONU de atuar como "parceiro" no que descreveu como uma "guerra de agressão" de Israel. A Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) acusou o Irã, em um relatório anterior ao início da guerra Irã-Israel, de descumprimento de suas obrigações em seu programa nuclear. (Foto de Joe Klamar / AFP)
Rafael Grossi, Diretor-Geral da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), tomou assento na reunião do Conselho de Governadores da AIEA na sede da agência em Viena, Áustria, em 16 de junho de 2025. Em 19 de junho de 2025, o Irã acusou o órgão de vigilância nuclear da ONU de atuar como "parceiro" no que descreveu como uma "guerra de agressão" de Israel. A Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) acusou o Irã, em um relatório anterior ao início da guerra Irã-Israel, de descumprimento de suas obrigações em seu programa nuclear. (Foto de Joe Klamar / AFP) Foto de Joe Klamar / AFP

O diretor-geral da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) exigiu nesta segunda-feira (23) acesso às instalações nucleares iranianas para avaliar as reservas de urânio altamente enriquecido, próximo ao limite que permite a produção de uma bomba atômica. “Devemos permitir que os inspetores retornem ao local e façam um balanço sobre os estoques de urânio, especialmente dos 400 kg enriquecidos a 60%”, disse Rafael Grossi no início de uma reunião de emergência da agência em sua sede em Viena (Áustria). Grossi também afirmou que o Irã enviou uma carta em 13 de junho à AIEA na qual informava ter implementado “medidas especiais para proteger os equipamentos e materiais nucleares”.

*Com informações da AFP

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