Alberto Fernández culpa especulação de ‘patifes’ por inflação na Argentina

Presidente argentino disse que o auemnto de preços ‘não se trata de um problema de emissão monetária’

  • Por Jovem Pan
  • 28/10/2021 16h44
EFE/EPA/YOAN VALATAlberto Fernandez falou sobre a inflação no país durante evento nesta quarta

O presidente da Argentina, Alberto Fernández, disse que a inflação no país não tem nada a ver com problemas de política monetária, mas com “especulação” de empresários “patifes”, particularmente do setor alimentício. “Preocupo-me com a inflação tanto ou mais do que vocês”, disse o mandatário em um comício com militantes governistas no estádio do Club Deportivo Morón, em Buenos Aires. “A inflação não tem outra explicação a não ser a especulação de um grupo de patifes que querem aproveitar o momento para obter lucros em detrimento dos argentinos. Não se trata de um problema de emissão monetária. A base monetária está crescendo muito menos do que a inflação”, alegou. “É a concentração da produção de alimentos, a fixação de preços nas mãos de poucos operadores, e diante disso temos que ser firmes, fazer frente aos poderosos e dizer-lhes que isso não pode continuar”, completou

O presidente argentino defendeu a medida adotada em 19 de outubro pela Secretaria de Comércio Interior, que exige que os preços de 1.500 produtos de consumo em massa, principalmente alimentos, sejam congelados até 7 de janeiro, uma resolução questionada pelos setores empresariais. De acordo com os últimos dados oficiais disponíveis, para alimentos e bebidas como um todo, foi registrado um aumento interanual de preços de 53,4% em setembro. Desde o início de 2021, a alta foi de 36,6%. Segundo o governo, nas duas primeiras semanas de outubro houve uma aceleração dos preços de alimentos e produtos de limpeza e higiene pessoal, que subiram de 8% a 25%. Fernández disse que “não é justo que os preços dos alimentos básicos cresçam da maneira como estão crescendo, quando a renda daqueles que trabalham não cresce da mesma maneira”.

*Com informações da EFE