Angela Merkel é ovacionada por líderes europeus na sua última cúpula da UE como chanceler

Política aguarda formação de novo governo social-democrata no país europeu para deixar o cargo que ocupa desde 2005

  • Por Jovem Pan
  • 22/10/2021 16h08
EFE/ Dario PignatelliAngela Merkel foi ovacionada por líderes europeus

Os líderes dos países integrantes da União Europeia (UE) ficaram de pé nesta sexta-feira, 22, para aplaudir a chanceler da Alemanha, Angela Merkel, que participa da sua última cúpula do bloco como chanceler, após 16 anos liderando a maior economia da Europa. Entre as homenagens para Merkel estavam a do presidente do Conselho Europeu, Charles Michel, que destacou que a chanceler é “um monumento, a tal ponto que uma cúpula sem Angela é como Roma sem o Vaticano ou Paris sem a Torre Eiffel”. Ele também elogiou a “sobriedade e simplicidade” da política alemã como “uma poderosa arma de sedução”. O primeiro-ministro de Luxemburgo, Xavier Bettel, disse que a saída de Merkel deixará “um grande vácuo” na Europa e definiu a chefe de governo da Alemanha como “uma máquina de concessões”. “Muitas vezes, quando não era possível seguir em frente, Merkel apresentava uma proposta. Ela conseguia encontrar algo que nos unisse para seguir em frente”, afirmou.

Na mesma linha, o chanceler da Áustria, Alexander Schallenberg, expressou a importância da líder alemã para todo o bloco comunitário. “Alguém que está nesta posição por tanto tempo na União Europeia deixará um vazio para trás. Foi um refúgio de paz dentro da União Europeia”, disse o chefe de governo austríaco. Merkel pode estar vivendo as últimas horas de uma cúpula europeia, se sociais-democratas, verdes e liberais alemães chegarem a um acordo para formar um governo antes de meados de dezembro, quando a próxima reunião de chefes de Estado e de governo está marcada para ser realizada em Bruxelas, na Bélgica. Desde que se tornou chanceler em 2005, Merkel também redefiniu o curso da UE na crise financeira de 2008, na dos refugiados de 2015 e na causada pela pandemia da Covid-19. A chanceler passou de recomendar austeridade na crise do euro para promover, junto com os franceses, o fundo de recuperação pós-pandemia, em que a UE emitirá dívida conjunta pela primeira vez. Além da ovação de pé e dos discursos de homenagem, Michel presenteou Merkel com uma réplica do Edifício Europa, a sede do Conselho da União Europeia.

*Com informações da EFE