Assembleia-Geral da ONU deve exigir comprovante de vacinação e Bolsonaro pode ser prejudicado

Presidente já declarou que pretende ser o último brasileiro a tomar as vacinas contra o novo coronavírus

  • Por Jovem Pan
  • 16/09/2021 08h20 - Atualizado em 17/09/2021 14h51
EFEDiscurso de Jair Bolsonaro (sem partido) está previsto para ocorrer presencialmente no dia 21 de setembro, mas pessoas dentro do governo temem pela falta do comprovante de vacinação

A Organização das Nações Unidas (ONU) está alertando as delegações que vão participar da sua Assembleia-Geral, no final de setembro, em Nova Iorque (EUA), sobre a obrigatoriedade de apresentar comprovante de vacinação contra a Covid-19 para participar do evento. Até o momento, ainda não está claro se a exigência valerá também para os chefes de Estado, mas a possibilidade gerou preocupação entre diplomatas brasileiros, uma vez que o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) já declarou que pretende ser o último a ser imunizado no país. O discurso de Bolsonaro no evento é previsto para ocorrer de forma presencial no dia 21 de setembro. Dentro do governo, o medo é de que a resistência do presidente em se vacinar possa causar constrangimentos durante a viagem. Até o momento, quase todos os ministros de estado já foram vacinados, muitos pelo próprio titular da pasta da Saúde, Marcelo Queiroga.

A avaliação é a de que Bolsonaro não deverá ser impedido de participar da Assembleia-Geral da ONU, já que o tratamento para chefes de estados costuma ser diferenciado. Mesmo assim, ele ainda pode ter problemas em Nova Iorque, porque o governo local determina que a vacinação é obrigatória para acessar eventos em ambientes fechados. O comprovante de imunização por vacinas contra a Covid-19 é exigido para entrar, por exemplo, em restaurantes, academias e atividades culturais.

*Com informações da repórter Luciana Verdolin