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Austrália acusa Irã de ataques antissemitas em seu território e expulsa embaixador

Segundo primeiro-ministro australiano, Anthony Albanese, Teerã estava por trás de um incêndio contra uma cafeteria kosher em Sydney, e também dirigiu um ataque contra sinagoga Adass Israel em Melbourne

Victor Trovão

O primeiro-ministro australiano, Anthony Albanese, discursa durante uma coletiva de imprensa em Canberra, em 11 de agosto de 2025. A Austrália reconhecerá o Estado palestino na Assembleia Geral da ONU em setembro, disse o primeiro-ministro Anthony Albanese em 11 de agosto. (Foto de Hilary Wardhaugh / AFP)
O primeiro-ministro australiano, Anthony Albanese, discursa durante uma coletiva de imprensa em Canberra, em 11 de agosto de 2025. A Austrália reconhecerá o Estado palestino na Assembleia Geral da ONU em setembro, disse o primeiro-ministro Anthony Albanese em 11 de agosto. (Foto de Hilary Wardhaugh / AFP) Hilary Wardhaugh / AFP

O governo da Austrália anunciou nesta terça-feira (26) que expulsará o embaixador do Irã, após acusar o país de estar por trás de ataques antissemitas registrados em Melbourne e Sydney. Esta é a primeira vez que as autoridades australianas expulsam um embaixador desde a Segunda Guerra Mundial. Os serviços de inteligência chegaram à “conclusão profundamente inquietante” de que Teerã dirigiu pelo menos dois ataques antissemitas, afirmou o primeiro-ministro australiano, Anthony Albanese.

Segundo o chefe de Governo, Teerã estava por trás de um ataque incendiário em outubro de 2024 contra uma cafeteria kosher, o Lewis Continental Cafe, no subúrbio de Bondi, em Sydney. Também dirigiu um ataque contra a sinagoga Adass Israel em Melbourne, em dezembro do mesmo ano, segundo o primeiro-ministro, que citou as conclusões do órgão de inteligência. “São atos de agressão extraordinários e perigosos orquestrados por uma nação estrangeira em solo australiano”, disse Albanese.

“Foram tentativas de minar a coesão social e semear a discórdia em nossa comunidade. É totalmente inaceitável”, acrescentou. A Austrália declarou “persona non grata” o embaixador iraniano Ahmad Sadeghi e ordenou que, ao lado de outros três funcionários, deixe o país em um prazo de sete dias. Canberra também retirou seu representante diplomático do Irã e suspendeu as atividades da embaixada em Teerã. Todos os diplomatas australianos estão “seguros em um terceiro país”, afirmou o primeiro-ministro.

Albanese informou que a Austrália trabalhará para incluir a Guarda Revolucionária, o exército ideológico da República Islâmica, na lista de organizações terroristas. A ministra das Relações Exteriores, Penny Wong, destacou que é a primeira vez no pós-guerra que a Austrália expulsa um embaixador. Ela disse, no entanto, que Canberra deve manter as relações diplomáticas com o Irã para salvaguardar os interesses dos australianos. O diretor do serviço de inteligência australiano, Michael Burgess, disse que uma investigação “minuciosa” detectou os vínculos entre os ataques antissemitas e a Guarda Revolucionária.

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A investigação revelou que a Guarda dirigiu os dois ataques e “provavelmente” outros contra interesses judeus, acrescentou. Mas os diplomatas do Irã no país não estavam envolvidos. A embaixada de Israel na Austrália recebeu com satisfação a intenção de designar a Guarda como “organização terrorista”. “O regime iraniano não é apenas uma ameaça para os judeus ou Israel, mas também coloca em perigo o mundo livre como um todo, incluindo a Austrália. É uma medida firme e importante”, afirmou.

*Com informações da AFP

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