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Autoridades francesas anunciam mais detenções por roubo no Louvre

Segundo o jornal Le Parisien, entre os presos está o quarto homem que participou da invasão que ganhou as manchetes em todo o mundo

Fernando Keller

Louvre
FILES-FRANCE-CULTURE-MUSEUM-TOURISM JULIE SEBADELHA/AFP

A procuradora de Paris anunciou nesta terça-feira (25) que mais dois homens e duas mulheres foram detidos no âmbito da investigação do roubo de joias no Museu do Louvre, somando-se às quatro pessoas já acusadas neste caso. “Quatro pessoas foram detidas”, dois homens de 38 e 39 anos, e duas mulheres de 31 e 40, informou em um comunicado a procuradora de Paris, Laure Beccuau, sem revelar as acusações apresentadas. Segundo o jornal Le Parisien, entre os detidos está o quarto homem que participou do roubo que ganhou as manchetes em todo o mundo. Os outros três foram presos em outubro. No dia 19 de outubro, criminosos conseguiram entrar no museu e roubar em poucos minutos joias da Coroa francesa avaliadas em 100 milhões de dólares (cerca de 539 milhões de reais). As peças continuam desaparecidas.

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Os ladrões estacionaram sob a Galeria Apolo do museu, subiram em uma plataforma, quebraram uma janela e usaram serras circulares para cortar as vitrines de vidro que continham os tesouros. Durante a fuga, deixaram cair uma coroa de diamantes e esmeraldas que pertenceu à imperatriz de origem espanhola Eugênia de Montijo, esposa de Napoleão III. O roubo reacendeu críticas sobre o estado do museu mais visitado do mundo. O Tribunal de Contas considerou que se privilegiou as “operações visíveis e atrativas” em detrimento da segurança.

Diante de um estado de deterioração alarmante, o presidente da França, Emmanuel Macron, anunciou no início do ano um projeto “colossal” para modernizá-lo, com um novo acesso, uma sala dedicada à Mona Lisa e entradas mais caras para os não europeus.

*Com informações da AFP

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